Ligações

Tudo se revela. Não adianta tentar impedir. Entrei no orkut e fui ver o perfil de um amigo meu. Ele é conhecido de um ex-namorado meu. Achei estranho. Não lembro, na época de nos conhecermos de ter tido qualquer comentário a respeito. Pior do isso, com outro conhecido deste meu amigo tirou uma foto com um cara que eu já fiquei. Achei tão estranho, porque ele não parece ter mudado muito e, mesmo uma professora minha da faculdade disse sobre ele. Como pode ser? Lembro de uma época dele ter comentado de uma professora da faculdade que curso trabalhar no mesmo lugar que ele. Coincidências? Pode estar sendo precipitado, mas eu não me aproveito das situações. A sedução está aí, mas só quem cede que perde. Não que a sedução seja errada, mas sabe o princípio de que se você faz algo premeditado e fere a outrem, aí podemos considerar uma ofença. Pelo menos para mim. Acho que sou muito correto. Não é falso moralismo, mas nunca traí. Mesmo quando fiquei com um cara, eu não o traí, pois não tinhamos compromisso e ele foi a vias de fato com outro. E ainda, apesar de tudo tenho a moral de ir até a pessoa e dizer que não quero mais continuar um relacionamento. E eu tenho a pretenção de manter até onde der, porque um relacionamento passa por altos e baixos e devemos nos esforçar para fazer o melhor que podemos. Não gosto de pessoas que fogem e somem. Isso machuca demais. É tão mais simples a pessoa ser clara e verdadeira, dizer o que sente. Podemos sofrer, mas é melhor do que supor as razões da separação ter acontecido. Não adianta, porém, falar de injustiça, de crueldade, porque para cada um é uma medida, um jeito de encarar a vida, o jeito de cada um define sua postura. Pensei nisso essa semana. Não quero fazer uma escolha errada. Não o fato de errar, mas de conviver com alguém pelo resto da vida sem ser feliz, apenas pela solidão. Sinto-me só muitas vezes, mas me acostumei a viver assim. Não sei se por isso estou mais egoista, mais introspectivo. Se é saudável não sei, só sei que preciso mudar algumas coisas em mim. É que em férias são raras as vezes que eu viajo, saio, aproveito. Durante o ano eu aproveito mais do que nas férias. Acho que me acostumei a correria do cotidiano. Sem contar que a faculdade e os trabalhos voluntários que eu faço, meus cursos, tudo me faz bem.

Novamente sobre o orkut, observei o quanto nós usamos de fotos, de cultura, de idiomas e outros artifícios para nos exibirmos. Quando conhecemos alguém só pelo orkut, nos iludimos. Algumas pessoas até correspondem às características do perfil. Ainda assim, como nos enganamos. Por outro lado, temos outra ótica da complexa personalidade humana. O narcisismo toma outras proporções. De algumas pessoas, por nos determos - pelo menos eu - ver os perfis e ver as novidades, as mudanças da pessoa, dá até uma certa inveja, um certo ciúmes. Quando vemos alguma pessoa em melhores condições que você ou mesmo um ex-namorado que está de namoro e queremos saber quem é. Curiosidade, investigação e fantasia permeiam horas do meu dia. O pior é quando começamos a nos interessar por coisas sem ao menos nos questionarmos. Já me peguei ouvindo música que eu não gosto. E só por causa de outra pessoa gostar. Isso não é loucura? Quando estamos afastados desse turbilhão de novidades, de curiosidades e paramos para pensar sobre nós mesmos podemos fazer escolhas mais acertadas. Por exemplo, separei alguns livros que eu me identifico. Peguei outro dia um best seller e achei ele uma porcaria. Nem vou citar nome porque não vale a pena e cada um tem uma crítica sobre o que lê. Para outras pessoas pode parecer interessante, mas para mim não é. Atualmente é tão raro eu achar coisas que realmente me safisfaçam. Músicas, filmes, lugares, nada me atrai. Em compensação, músicas mais antigas, filmes mais antigos, são algumas distrações minhas. Não são tão antigos assim, mas não tem como ter absorvido tudo naquela época. E cada coisa no seu tempo. Tem alguns livros que se eu tivesse lido antes não teria tido tanto impacto quanto hoje. Seja como for, hoje me sinto diferente. Acho que eu achei um termo ótimo para mim: velho mancebo. Um pouco contraditório, mas diz exatamente como estou, meu estado de espírito.

Tem momentos que eu penso em vir escrever e deixo. Quando chego, esqueçi tudo. Preciso escrever mais. Eu gosto de escrever, mas acho que não tenho escrito tão bem quanto antigamente. E eu prefiro falar. Aliás, eu falo demais. Adoro falar bobanges, jogar conversa fora. Faz bem. O humor ajuda a aliviar as tensões, os estresses. Antes eu pensava que era questão de tempo para descansar, mas hoje eu vejo que independe. Tem vezes que eu estou a fazer algo, eu relaxo, durmo. Noutras ocasiões, mesmo sem ter o que fazer, eu fico tão preocupado com algumas coisas que nem dormi eu consigo. E pior, mexe com meu bioritmo. Tem vezes que eu varo a noite lendo, assistindo filmes. Pelo menos eu faço alguma coisa. Dizem que não é bom. Principalmente porque quando a gente perde o sono, só depois de horas ele volta. Logo mais terei que me disciplinar. A faculdade vai voltar. Daqui a pouco não terá mais férias. Cada vez mais as férias se encurtam. Ainda bem que é meu último semestre na faculdade. Espero que dê tudo certo. Estou com medo, receio de algo dar errado. Não quero fazer tudo de novo.

Agora eu vou. Terei terapia e vai render. Semana passada foi meu aniversário e teve uns episódios bem cabulosos. Digamos que foi um aniversário bem família. Outra coisa que penso: porque nós nos detemos às situações ruins mais do que as bons que passamos? E porque valorizamos mais quando perdemos o convívio com as pessoas? Tomei uma atitude que precisava. Hoje queria que um ex-namorado meu fosse amigo. Quem sabe. Disseram-me numa discussão: você não tem amigos, você pede que os outros gostem de você. Achei um absurdo. Não tenho muitos amigos é verdade, os que tenho, alguns fazem meses e anos que não os vejo. Ainda assim, considero-os amigos. Alguns me fizeram coisas que eu me afastei. Foi opção. Se a pessoa não tem consideração, para mim não vale. Um vez ou outra, tudo bem, nós perdoamos, mas agora eu preciso dar valor à mim, ter amor próprio que antes eu não tinha. Sobre pedir que outros gostem de mim, como eu posso exigir que alguém goste de mim? Impossível. E nem um pouco louvável. Acho que é porque sou chato e tenho um gênio forte. Lógico que sempre melhoramos. E sinto que melhorei muito. Vejo isso por tudo que eu tenho passado. Antigamente, achava que as pessoas mudaram, mas eu vejo que algumas coisas aconteceram porque eu mudei. E isso é muito importante, já que somos responsáveis pela nossa felicidade.

Beijos pessoas! 

PS: Antes de ir, pensei no seriado The L Word. Faz algum tempo que não assisto. Lembrei-me da Alice, da rede que conecta as pessoas que tiveram algum tipo de relacionamento. Um sarro. Não fica longe do orkut. E mais que isso reforça o neuroticismo. Será que ele conheceu ele como? Rs. 



Escrito por Piers às 15h09
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Andei afastado na minha monótona vida. Por isso, para compensar o atraso, vou publicar dois textos aqui.


O gosto das emoções

Você espera ansiosamento o momento para estar com alguém. Não importa quem. Você o sabe e quer olhar em seus olhos e dizer tudo que sente. Para tudo o que estiver fazendo para dizer palavras que ficaram engasgadas. Não se preocupa mais como elas irão sair, apenas quer falar sobre o que está se passando. E o momento não chega. Você imagina como vai ser a cena. E quando é, não é como quis. E isso pouco importa. É o seu momento. Fazer a felicidade sua melodia mais doce. Fecha os olhos e sente o perfume daquela pessoa que mais ama. Não importa a distância, a saudade sempre lhe saudará. As mãos que deslizam pelo corpo. O calor que a pele trasmite apenas por olhá-la. Vem um tremor que não consegue disfarçar e deseja ardentemente. Entrega-se completamente. Não importa o que os outros vão pensar e nem ao menos pensa nos outros. Aquele momento único entre duas pessoas. Cúmplices e felizes. Goza-se dos tempos idos quando separaram. Regozija-se por estar na cama ao lado de quem ama. O amor. Impossível não falar dele. POr mais certeza que deseja ter, ao recursar dizer, arrepende-se por ter demorado tanto. Arriscar-se a ser alguém melhor. Para si e para o outro. Passa a tentar elevar-se e estender a mão para assim outros também. O momento da grande descoberta de que tão diferentes são. E por isso não desgrudam-se. Um mergulha dentro do outro e deságua extasiado. Revela-se que esta é a pessoa certa para se viver. A felicidade me aguarda. Mas ela costuma tardar. Ainda assim, tenho paciência para poder viver o que está reservado para mim. Ser e fazer feliz. Apenas isso.

Quero viver um grande romance. Uma grande paixão. Mas que ela não se extingua como fogo de palha. Ela se enterneça e seja amor. Amor fundamental. Amor que compreende e auxilia. Amor que ouve e fala na hora certa. Amor que não julga, nem condena. Ama. Tantas ficções que falam da verdade entre homens. O funda de verdade é a lição bem aprendida. Ou a experiência frustrada. Elabora-se assim outro plano para se viver melhor e feliz. Cada um sabe por qual caminho seguir. Alguns mais insistentes que outros. O caminho da persistência pode trazer muitas surpresas. Quem procura acha e se deseja, isso pode realizar-se. Não quero viver de ilusões e falso moralismo. Fazer de acordo com o que penso, com meus princípios e valores. Não esses vulgares, que são mascarados com o verniz da virtude. Não são aqueles valem entre os homens. É mais verdadeiro, mais sublime. Apesar disso, acredito que o ser humano se modifica, melhora e se aperfeiçoa. Por isso os caminhos se desviam: é necessário caminhar sozinho para cumprir outras metas. E quando da-se o reencontro, podemos garantir um final feliz. E mais feliz.   


Curar-se

A cura realmente existe? O ser humano tem a inerente capacidade de se curar, quaisquer que sejam os males. Por tudo que nós passamos, por mais sofrimento, aflição e angústia é contrastado com os dias porvindouros. São aqueles momentos que vemos como faz sentido vivermos. Somos fortalecidos, robustecidos com novas esperanças. Por mais dores que possamos sentir, chega o momento que ela não dói mais. Por mais tempo que permaneçamos no sono, haverá um dia que iremos acordar. Nossos olhos podem estar fechados, mas sabemos quando é o momento de abrirmos os olhos. E quando escutamos alguém falar, algumas vezes sentimos que elas falam diretamente para nós, por mais que elas não percebam. Até mesmo um sorriso pode trazer felicidade. Um simples gesto. Nós aprendemos com a vida. E outros aprendem com nós. Se soubesse como somos importantes para vida e como a vida é importante para nós iriamos parar de pensar no momento em que tudo irá acabar, iriamos parar de pensar no amanhã e como nós somos felizes hoje. Sentir esse momento é único. E o momento chega, mas, ansiosamente antecipamos o sofrimento. Porquê não deixar que as coisas aconteçam no seu devido tempo? Quando assim for, lá na frente estaremos em melhores condições e poderemos superar as adversidades sem maiores incomodos. Cada ferida, uma marca. Cada cicatriz, uma vitória. O sangue podemos estancar. Mas o que dizer das angústias? Qual palavra será consolo às nossas aflições? Dentro de nós temos as respostas. Só que elas estão desordenadas, como glóbulos brancos que chegam ao ferimento para sanar os males. O corpo estranho que são os maus pensamentos são combatidos, com todas as forças devido nosso instinto de sobrevivência. Levamos séculos para desenvolver tão belo ser. A mão pode estar calejada agora, mas antes foi tida para realizar as tarefas que lhe competiam. Estaremos bem no momento que agradeçamos essa profícua caminhada. Quem agradece é que mais recebe. E quem recebe deve agradecer na contínua vida possui.   


Ainda na promessa - espero cumprí-la - vou publicar alguns comentários sobre filmes que assisti. Uns muito bons. Chorei em praticamente todos. Tenho costume de chorar em comédias também. Meus olhos me traem. Rs

Tenham um ótimo começo de semana!Riso

Beijos à todos!



Escrito por Piers às 10h01
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Resistência

Algumas palavras parecem explicar o que acontece conosco. Ainda assim, não conseguimos, nem com mil palavras explicar alguns sentimento. Um cuidado constante que exige tempo e no final é apenas algo que não finca raízes. Um sentimento de perda, de abandono. É uma angústia profunda. Mergulhado em si mesmo e sem poder explicar o que se passa dentro de si, se afoga em lágrimas. Negar-se, perder-se nos sonhos inexplicáveis. Um caleidoscópio de imagens sobrepostas, de brilhos e cores ilusórias. Querer respostas dessa maneira será um erro. Ainda que me tragam as respostas, ainda não as encontrei dentro de mim. Meus olhos ainda estão cegos. Um andarilho que caminha no mesmo espaço, cercado por paredes irremovíveis. Nem os feixes de luz despertam o que tem dentro de mim. Sofrer até quando conseguir ou até poder entender e lutar das amarras, dos grilhões que me prendem. Um grito de justiça, uma revolta infundada, um choro calado.

Existe em mim a esperança. A idéia renovadora que morre pela pouca força de se vencer na vida. De vencer-se. Condenado, com a chave jogada fora ou mesmo engolida. Numa ilha perdida no pacífico ou em outro oceano, a deriva um barco sem destino, nas águas tormentosas da consciência o ser se perde. Sem farol, sem guia, sem outro navegante. E idas e voltas, volta ao mesmo ponto. À prisão do pessimismo e da amargura. Acompanhada pelos dias novos, de sol de outros raios, ainda é o triste e fraco prisioneiro. Acostumou-se à sua cela segura. Apenas vê as janelas com as traves da ignorância. Entorpecido pela dor, pela lembrança e pela saudade, agora já não sente. Como um animal que foi deixado, esquecido. Negligenciado. Ainda que agora, sozinho pode sair de lá.

Ao redor, as paredes guardam as histórias perdidas do tempo. Já criaram teias. Nas teias os pequenos animais. E nas teias a poeira. Tudo se acabou. O mundo caiu. Sem abraço, sem carinho. A felicidade não é deste mundo, lembra-se. Perdeu-se no tempo e no espaço. Já não sabe qual o dia, nem o ano. Já não sabe para onde seguir se sair dali. Guardado na solidão pede para traírem sua solidão. Chama por alguém, canta e ecoa, mas ninguém o ouve. Destruiu seu orgulho, seu amor e ao relento, no sereno da noite, sente apenas a lua a observar-te. Pede outra oportunidade. E sempre erra. A justiça é severa. Quebrantado pela constante braveza. As palavras morrem em sua garganta. Reiterado sofrimento que fustiga sua alma. Seria melhor ter morrido a ter que exilar-se do mundo. Quem sabe assim chegaria às estrelas? Ou ao menos, invisível como assim o é, poderia fazer feliz outros como ele mesmo, em outro tempo, em outro lugar.

 

"Noutros tempos, noutros campos

A vida renova-se com a claridade do sol

E mesmo que a noite caia, sua vida eleva-se

Sublime sentimento de bem-querer

Ama a tudo e a todos, todavia, incompreendido

Mesmo que pudesse encontrar outra pessoa

A verdade é que tudo flui para o perecimento

E quando a felicidade se fizer, saberá ser grato" (Piers)

 

Talvez volte ainda hoje.

Beijos!   



Escrito por Piers às 19h20
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Ano novo, vida nova, casa nova!

 

Renovação é a palavra de ordem. E sendo este o primeiro post do ano, vamos às comemorações. De um aniversário que eu iria, mas deu tudo errado para mim, pensei que iria ficar em casa no dia 30. Ledo engano. Saí com uma das minhas melhores amigas. Decidimos ir em um barzinho perto de casa, mas por transmissão de pensamentos, decidimos ir à um outro. Digo isso porque eu estava com esse barzinho na cabeça e ela logo me ligou que estava perto de casa e pensou em irmos neste. Whatever! Fomos. Por incrível que pareça, fui paquerado e rolou uns flertes de um garoto. De um gayroto. Ele estava com a amiga. Sinceramente essas novas ondas nunca me atraíram. Emo e derivados, hoje nem sei mais o que está "vigente". Eu sou mais retrô, se assim posso chamar. Tenho meu jeito peculiar e acho que isso chama a atenção. Também estava bem arrumado. Isso faz bem para auto-estima, garanto! Tanto que quando fomos embora, ele e a amiga me deram uma olhada. Acho que emagreci alguns quilos. Será que estou podendo tanto assim? Só sei que isso fez bem pra moral. Aliás isso me lembra uma música. Daquelas que, por mais que queria você não esquece!

Das conversas que tivemos, de um psicologuês à filosofia, filmes e derivados, o "bafo" foi um assunto que me intrigou e mexeu muito comigo porque ainda está aberta uma ferida. Aos poucos cicatriza. Ainda assim, quando a pessoa não está mais afim de outra, o que fazer? Uma das atitudes que mais me deixam mal é o afastamento e o silêncio. Sumir. Fugir. Sente-se abandonado. E essa foi uma das discussões. Quando digo discussão são conversas naturais, não encarem como uma briga. Não aceito esse tipo de postura, mas coma uma se porta como pode. Acho que essa é uma "mensagem" que as pessoas transmitem e eu ainda não sei identificar. E, num relacionamento que eu tive a pessoa escreveu no "orkut" algo como se de hoje em diante tudo fosse diferente. As pessoas esquecem que existe passado? As pessoas se acham melhores que outras? Em certos aspectos pode ser, mas alguém que tem uma atitude como essa, de desrespeitar os sentimentos de outra, isso é de um nível bem baixo. Sinto que, no meu caso precisa ter um fechamento. E só uma conversa bem sincera pode resolver. Questão de honra? Pode ser. Deveria aceitar melhor, compreender e tolerar, mas sou humano e erro. Por isso o perdão. E como num ciclo vicioso vivemos. Acho que fiquei muito tempo nesse ressentimento. Agora vou me renovar.

Um fato inusitado foi de um cara que conheci "por acaso" devido minha vida muito movimentada. OK! Irônico demais. O fato é que, percebi que ele estava interessado. Será que estou com mel? Acho que no meu enclausuramento desenvolvi certo atrativo. Aliás, me sinto até mais bonito. Observei-me no espelho e estou bem agradável. E pode melhorar, se me cuidar. Vou voltar à academia, quero ver se me alimento melhor e tomo mais água. Limpar os poros, as toxinas. Não lembro bem onde li, mas vi que o ano de 2009 é o ano mestre. Acredito que muitas coisas boas estão por vir. Pensamento positivo.

Depois vou colocar algumas coisas sobre os filmes que assisti. Tem uns muito bons. Até um curta que vou falar mais detalhadamente depois.

Já tomei meu champanha e já fiz meus pedidos. Não revelo nem por tortura!

FELIZ ANO NOVO COM MUITA PAZ, SAÚDE, AMOR, SUCESSO E FELICIDADES À TODOS!

Beijos



Escrito por Piers às 02h18
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Autonomia

Lembro-me quando ia à faculdade e anotava cada palavra que meus professores falavam. Anotava sem ao menos ler o que escrevia. Uma taquigrafia. Preciso agora ser o inverso: escrever o vem de mim. Não posso continuar dependendo do passado. Faz parte da minha história, mas é algo que já passou e eu preciso continuar com algo novo. A saudade me deixa inerte. Até mesmo me aniquila as forças. A criatividade, o inovador são expressões que não tem vindo. Não tenho tido boas inspirações. O que escrevo, o que falo são palavras e frases desconexas que só têm sentido à mim. Se a linguagem tem a função de expressar e comunicar, tenho é que me fazer mais claro. Burilar minhas palavras.

Noutro ponto tenho que ter destemor. Virtude esta de acreditar que consegue superar dificuldades e confiar no que está por vir. Ter autonomia e responsabilidade. O que outros me diziam faltou reflexão. Se não há repercussão é porque ainda não tenho expressão suficiente para transmitir o que quero. Às vezes vejo um filme e nele consegue dizer coisas que há muito eu tento. E com poucas palavras dizem tanto. Por mais que eu escreva, parece que eu esqueço muitas coisas. Tudo se torna banal.

Tô assim: entendiado.

Beijos

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Vou aproveitar e colocar um pequeno tópico do meu signo para o ano de 2009:

Capricórnio:
Para o capricorniano, teremos um ano propício para focar flexibilidade, bom humor e sua filosofia de vida. Faça uma reflexão do que está bom em sua vida e o que há necessidade de mudar. Não seja tão resistente às mudanças, algumas virão de qualquer maneira. Cuide de sua vitalidade. Traga para mais perto sua criança interior e deixe que ela lhe ajude nas tomadas de decisões.
Conceito-chave: 2009 será o ano da manifestação luminosa das mudanças necessárias,
permita-se ser mais leve confiando em si mesmo e no universo. Não queira controlar todo mundo o tempo todo.

 Não que eu siga o horóscopo, mas gosto de conferir de vez em quando. E algumas vezes, nas previsões tem alguns acertos. Pensei sobre a criança interior. Realmente, preciso cuidar da minha criança interior. Preciso fazer coisas que relaxem e ter um pouco mais de flexibilidade. Na minha vida falta leveza. Nas costas estou com uma dor tremenda. A coluna, para mim representa a estrutura da vida. Se há algo na minha coluna é porque precisa de algo fundamental. Ainda não sei bem, mas creio que neste 2009 tudo irá mudar. Para melhor!

Após uma organização no notebook, instalei o Vista e estou baixei vários filmes. Noutros posts eu comento a respeito. Agora vou-me.

Beijos (novamente rs) 



Escrito por Piers às 23h39
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Tempo...

Para algumas coisas gostaria que o tempo parasse. Para outras, no entanto o tempo poderia ser um pouco mais generoso. Acho que a saudade morreu em mim. Sinto-me até amargurado. Acostumar-se a estar sozinho deixa-nos insensíveis. Alguns vão dizer que é amadurecimento, mas não sinto que seja tão bom. O que me faz ser humano, a ser mortal são essas emoções, esses sentimentos. Será que para se imortalizar é preciso não tê-los? Seja como for, final de ano é sempre momento propício para reflexão.

Pode ser supertição, só que não quero fazer nada muito significativo neste final de ano. Se é pra acontecer alguma coisa, que seja no próximo. Não é da minha vontade o que pode acontecer, mas é pelo livre arbítrio que decidimos nosso futuro. E o meu, em algumas coisas creio já estar determinado. Só espero ter paciência, pois neste ano percebi o quanto sou voluntarioso. Isso assusta um pouco. Chego a ser impulsivo e um pouco estouvado. Confiança demais também estraga uma pessoa. Sabe aqueles ajustes naturais que só o tempo pode ajudar? É, o tempo está em todas as nossas ações: falar na hora certa, fazer na hora certa, aproveitar a oportunidade, saber o momento de deixar e o de seguir, o de procurar e o de se resignar, de aceitar e o de recusar. Ao mesmo tempo que vejo que vivi bastante, não é nada comparado a outros. Não que tenho que me comparar, mas gostaria de viver uma vida diferente. Ainda assim, sei que cada um vive exatamente o que precisa viver. Se algumas coisas ainda não passei é porque não preciso, ou não é o momento. O que destoa nisso tudo é que quando você tem muito em um aspecto, parece que outros ficam defazado. Se você é muito extrovertido, não tem como ser introvertido e vice-versa. Ser extrovertido é bom em alguns momentos, mas é necessario ser introvertido, já que voltar completamente para fora de si, tendo um relacionamento interpessoal exagerado, o contato com si mesmo fica prejudicado. É questão de movimento, de ritmo e a vida é isso. É a sistole e a diastole, é a escuridão e a luz, é um jogo de constrastes e graduações. Sofrer mais ou sofrer menos exige conhecimento de causa e força para suportar, seja física ou moral. Isso me lembra uma frase que muitos me disseram: "a ignorância um dia te protegeu. Hoje não mais". Realmente, hoje tem coisas que é inevitável não ver. E quando passamos a ver a vida com outros olhos tudo munda. Sua forma de encarar e agir no mundo modifica e isso transforma todo o meio onde vivo. As pessoas mudam conosco, mas os méritos são somente daqueles que realmente fazem. E tudo começa a ser diferente e pelas nossas ações, os acontecimentos dizem por si. São fatos, estão ali. Terra de cego, quem tem um olho é rei. Por isso o que tenho de pouco, pode servir-me para fazer grandes coisas. E as realizações são méritos outras coisas.

Algo, alguém, coisas, lugares, momentos, tudo tão indefinido. Falta-me preencher essas lacunas. Os espaços dão lugar às fantasias, mas elas não bastam quando vemos o mundo. Tudo gira e por diversos ângulos percebemos que não é real. Não é suficiente para nos satisfazer. Viver de ilusão não é bom. Só destoa o olhar. É bom ver com as cores vivas da verdade. O míope astigmático vê embaçado, uma mistura disso tudo. Não que não seja belo, mas não é real. Dá literalmente dor de cabeça se o olhar não for através das lentes. Ouvi no DVD da Elis Regina algo que me fez pensar: "Verás que tudo é mentira, verás que nada é amor, que os outros pouco se importam, gira, gira, mesmo vencido na vida, mesmo gemendo de dor, não esperes um conselho, uma ajuda ou um favor". Se pensarmos que são poucos os que realmente amam e pelos interesses que estão atrás de cada intenções e ato, por mais que olhe ao redor, não encontrará nada que o console. Posso estar sendo pessimista, mas é oque mais acontece. E essa música fica na minha cabeça, ecoa em diversos momentos. Sem contar que pela minha amargura de final de ano, penso muito naquilo que escrevi ao começo. Acostumei a estar sozinho. A solidão é minha companheira e se for traída, que seja por um companhia bem mais agradável. Tem momentos que um gesto poderia fazer uma diferença. O problema é que eu não sei o que está reservado para mim lá na frente. Teve pessoas me mnha vida que falaram que eu iria sofrer. E estou. É necessário. E por falar em sofrer, estou com uma dor nas costas. Aliás, no corpo inteiro. Não sei ao certo o que possa ser. É incômodo. Acho que dei mal jeito. É falta de flexibilidade, de exercícios, enferrujei. Ainda vou tomar um banho com sal grosso, porque ultimamente tenho tido pequenos acidentes e sempre naqueles lugares que tenho mais sensibilidade. Prendi meu dedo na geladeira da cozinha, bati o pé na cadeira e ainda com as dores nas costas. E, para ajudar mais ainda o meu sono é tão ruim, com sonhos tão pesados que eu não consigo relaxar. Pode ser psicológico. Pode ser físico. É problema de junta: juntar tudo e jogar fora. Se fosse tão fácil. Se fosse assim, já teria feito um apanhado dos meus pensamentos, saudades e jogado no lixo. Sö que não é assim que funciona. É como páginas de um livro que não podem ser arrancadas. Se eu tirá-las não fará mais sentido.

Na minha inconstância, deixei de ler, de escrever e me dedicar às coisas que realmente importam. Preciso relaxar, mas não sei como. A vida precisa ser levada suavemente, com arte. E nos meus "problemas", deveria achar "soluções". E não fazer nada dá vazão ao ócio não-criativo que só sabe reclamar e julgar, o eterno insatisfeito. E por isso o eterno retorno. Não vejo a hora de terminar a faculdade e me ver livre disso. Muitos dizem que não, mas creio que depois da faculdade tudo vai melhorar. Profissionalmente, sei que vou ter que caminhar com minhas pernas e não será fácil. Ainda assim o sacrifício será louvado com meus lougros. E quero me manter assim, mesmo que não seja. Quero caminhar seguro e com cautela. Vamos ver como será. AInda tenho meio semestre para cumprir. E já vi que vai ser bem diferente.

Por falar em tempo, nem vejo mas o tempo passar. Até me confundo em qual dia estamos. Logo mais é aniversário de um amigo meu, vai ter o ano novo e quero ver uma amiga minha, janeiro voltam algumas atividades minhas e meu aniversário mais pro meio do mês. Ansioso já! Rs

Boa noite e beijos!  



Escrito por Piers às 01h00
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Consideração

Palavra esta que faz a diferença. Palavra esta que muitos desconhecem. Palavra esta que não apreciamos do mesmo modo. É tão difícil aceitar um convite ou mesmo renunciar por um dia, algumas horas de fazer algo que usualmente não faz? Ah! Tem pessoas que me deixam irritado. Ainda assim, não posso obrigar ninguém. Sempre tive consideração, renunciei de algumas vontades e ainda assim não há reprocidade. Preciso agir diferente. Pelo menos há outras pessoas que ao menos se esforçam pra isso. Seja como for, tenho planos para este final de ano e pro ano que vem e, se tudo der certo será maravilhoso!

Não tenho muito o que escrever. Não estou nos meus melhores momentos. Logo volta a normalidade. Deve ser meu inferno astral que antecede meu aniversário. Espero que logo tudo entre nos eixos e coisas boas aconteçam. Por dentro estou remoendo até a última fibra. Quero me renovar! Nem vou me estender. Depois eu volto com algo mais útil.

Beijos

_________

Pois, então, eu voltei.

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade, reconheceremos a voz um do outro.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer, um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, para sermos amigos.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente, sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos pra sempre.

Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

(Albert Einstein 1879-1955)

Ao som de Caetano Veloso - Você Não Me Ensinou a Te Esquecer...

Agora fui!



Escrito por Piers às 22h56
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Gerações...

As veias artísticas são de família. Não do sangue, mas da afinidade. Percebi que meu avô e tantos outros familiares gostavam de música. E da boa música. E são exímios artistas. E por isso possuem uma sensibilidade a flor da pele. Lógico que não nutrimos, muitas das vezes o talento. Acho que é transmissíveis de outras maneiras. Pelo menos o bom gosto. A história de vida também poderia ser escrita em um livro ou poderiam fazer um filme. E a trilha sonora seria muito boa. E cada história é única. Pensei na minha. Será qeu daqui há alguns anos estarei com alguém e poderia contar uma história de amor tão bela? Será dramática e trágica, suponho. O amor deve ser esmirilhado para ter forma bela e polida. Trágica por não acreditar ser merecedor de um amor. Já passei por bons momentos, ainda lembro com carinho e com desejo, ainda assim não parece que encontrei outro igual. Lógico que nenhum é igual ao outro. Cada um guarda sua beleza e seu mistério. E a vida prega peças: quando eu acho que acabou, sempre vem alguém que me reaviva a esperança. Ontem pensei se eu sou pessimista, otimista, mas isso não tem importância. Definição para quê? Ter uma discriminação de conceitos, valores e assim princípios, só que não posso me considerar apenas numa condição. Entre esses extremos há variações. Por isso são histórias. Possuem começo, meio e fim. E alguns dizem "só será o fim se for feliz". Tem algo mais otimista que isso? Só que o que é ser feliz? Todo mundo diz que quer ser feliz, mas o que é ser feliz? E o que fazer para ser feliz? Temos as respostas em nós mesmos, acredito só há momentos que eu fico indeciso e na hora H pareço ter feito a pior escolha. Por vezes, acho que é culpa minha ter terminado alguns relaiconamentos meus. Por eu ser imaturo, por eu não saber lidar com a situação, seja o que for, não é só culpa. E porque falar em culpa? Agora eu não posso fazer nada. Passou e tenho que fazer tudo melhor do que foi. Podemos mudar nosso futuro de acordo com o que fazemos hoje. Por isso posso ser feliz num futuro próximo. Se bem que se depender do que eu faço agora, estou perdido! Quer dizer, do que não faço... Rs

Por falar nisso, ontem assisti um filme chamado Acompanhados. A tradução mais correta seria Depois do Sexo. São nove casais - entre heteros, gays e lésbicas - que conversam logo após terem transado. É bem legal. No segundo caso, entre dois caras - lógico, tinha que ser! Rs - eu fiquei um pouco emocionado. Não quero generalizar, mas todos passam por uma fase para chegar a aceitação. É sofrido, já passei por isso. Ainda tem coisas que não são tão bem aceitas - mesmo por mim. Fez-me pensar muito. E é tão bonita a descoberta, as emoções, aquela adrenalina, depois a tristeza, por pior que seja é boa. Um dos personagens disse que quase cometeu o suicídio por não se achar normal. Não concordo com o conceito "normal", mas isso depois de ter lido a respeito. Na adolescência e mesmo antes dela nós nos sentimos diferentes. Alguma coisa nos diz isso. Amar um outro homem não é fácil. E se pudéssemos escolher, com certeza não escolheriamos o mais difícil. Ainda assim, sinto-me privilegiado. Eu já pensei muito sobre o suicídio, mas nunca fui a vias de fato, não tentei. Pra quê? E se do outro lado for mais sofrido que aqui? Eu não sei o dia de amanhã e o dia de amanhã pode ser melhor. E se não gostam meu jeito de ser, vão ter que aguentar. Tenho o mesmo direito de viver como qualquer um. Amar a si mesmo. Fazer o que gosta sem esperar aprovação dos outros. Lembra-me aquela música do Renato Russo - se forem escutar, que seja pela voz de Zélia Duncan. Recomendo! - que diz "eu queria provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém". Não vou entrar numa discussão filosófica senão vamos longe. O fato é que devemos ser felizes. Não fazer o mau pra ninguém, respeitar e, ao menos tentar compreender a dificuldade do outro assim como a nossa de sermos quem somos. Acho que eu nunca pensei nessas coisas como eu pensei nestes dias. Tem sido bom. Começar 2009 renovado! Um ano que promete muitas emoções. Logo mais meu aniversário. Já estou com planos. Nada muito grande, nem exótico, mas que seja especial!

Ainda estou com uma terrível dor nas costas. Será que alguém pode me fazer uma massagem? Acho que preciso relaxar. Rs

Agora, em primeiríssima mão, o clip novo da Beyoncé:

Se tirarem do ar, podem ir no site do youtube e buscar por lá.

O mais recente álbum da Beyoncé é um fiasco. Não gostei. Tem umas músicas escutáveis como Single Ladies, Video Phone, Diva - só consegui depois que saiu o clip. Com o tempo me acostumo. Ela já fez coisas muito melhores! Ainda assim, ela continua com uma voz maravilhosa, dança divinamente e eu sou fã! Ela sim deveria fazer show no Brasil. Olha a indireta ;-)

Pra finalizar, algo para pensar:

"A busca da felicidade é uma constante...
Embora o poder da gente se esbarre no medo.
O medo de arriscar nos torna vulneráveis.
Nos priva da felicidade,de nossos sonhos.
Dê razão a sua existência, tenha desejo...
Tenha sonhos e tente realizá-los...
Viva, e seja você sempre, afinal, você existe..."

(Autor desconhecido)

Uma coisa que eu acabei de perceber é o quanto eu sou masoquista. E por mais que perceba eu não fiz nada ainda pra mudar realmente.

Vambora!

Beijos



Escrito por Piers às 19h10
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Não quero ser como a abelha que deixa o ferrão

Sócrates disse isso durante um diálogo antes de tomar a cicuta. Fez-se o sacrifício, mas creio que o espírito de Sócrates ainda vive. E deve me alimentar de alguma forma. E, de alguma sorte creio ser melhor pelas suas palavras. Tudo que passar pelo crivo do bom, útil e verdadeiro, tudo o que for da própria alma que não se corrompeu pelas paixões do corpo, pelo espírito ordenador dito Anaxágoras à Sócrates, ouvido pela leitura de um livro, creio que a perfectibilidade e a excelência é a obrigação de toda pessoa. Para tudo ser melhor, para a harmonia perfeita, os acordes devem ser bem manejados. Seja como for o instrumento, a vibração deve produzir sinfonia. Se não o for, perturbará todo o meio. E mais diáfana e etérea a alma, mais liberdade e mobilidade terá. Como podemos ser melhores se esquecemos o passado? Displicente nós somos. E como poderemos ser virtuosos se nos deixamos envolver e corromper pelo mundo? Até mesmo nosso corpo que tão imperfeito não nos dá a possibilidade de expressarmos de forma harmônica o que pensamos. Ou nunca pensaram em algo esplendoroso que nunca poderia ser real? É real dentro de si mesmo, mas na atual conjectura, não é possível que seja. Pela diadema dos grandes sábios, o nimbo que circunda seus corpos poderiam despertar as consciências adormecidas. Só que tudo segue uma razão e, porque não se revelar estentoricamente? Se assim o fosse, onde estaria a humildade? Não seria mais virtude. E com grande luz, sabemos, cegos ficariamos. Por isso, entre nós mesmos, como os vagalumes na noite despontam a luz aqui e acolá para atrair outros e assim continuar até a noite que terminará com as luzes de um sol radiante e belo. Enquanto isso, nos escondemos nos sorrisos falsos para não ferir como o ferrão da abelha.

Sinto-me como o inseto a procura da luz. E com avidez, procuro alguém que possa me dar. Será que é só por meio do outro? Será que a reflexão e a meditação, um livro que me proporciona tais estados de consciência não seriam formas de buscar essa luz? E eu as pesprezo. Acho que é por isso que as vicissitudes dão-me o desprazer. Como estar preparado para o improvável se eu não me preparo para encarar o desconhecido? O medo, o temor não podem dar-me paralisia. Onde estará a audácia e coragem? Se assim fosse, deixaria o marasmo e seguiria adiante com mais firmeza. É a força de seguir adiante, não não parar às margens, não lamentar e sim aprender como que passou. Quandes personalidades guardam luz em seus olhos. São a esperança que resplandece dentro do ser. E essa luz nos olhos dá força, coragem, esperança e fé. E porque nos furtar-nos dos feixes de luzes que presenciamos todos os dias? O sol brilha para todos, já ouvimos. Será que somente esta luz é que temos em nosso favor? Acho que não.

"As abelhas em seu trabalho constante

Ordenadas pela Rainha

Constroem a grande colméia de doce sabor

Virtuosas formas se formam

Na natureza bela e constante

Com os revezes do perecer

O esforço do recomeçar é iluminado pelos raios da manhãs" (Piers)

A noite é tão boa. Esse momento é tão especial. Sinto-me tão bem. Se não fosse por algumas dores, estaria melhor. Acho que forcei demais na academia. Hoje fui num horário que não é o meu usual. Tem algumas pessoas tão bonitas. Algumas interessantes. Onde estará minha alma gêmea? Eu procuro em tudo que é lugar. Se eu pudesse ter um sinal. Talvez ainda não tenha aparecido. Deve estar como eu na procura. Vai ser tão bonito! Os olhos que se encontram, os sorrisos, aquela alegria de dois apaixonados. Cheios de amor. Ainda assim, preciso me preocupar com outras coisas, tais como a faculdade, o meu futuro profissional, outras coisas mais prementes como mudar de casa. Já estamos no dia 24 de dezembro. Nem passaram as festas. Hoje quem requisita minha presença é minha família. Queria evitar algumas coisas, mas é inevitável. Ainda assim, fazemos o que é possível.

Para animar um pouco:

Belíssimo, não? Hoje eu percebi uma coisa: não é o corpo, mas a atitude que faz toda a diferença. 

Beijos



Escrito por Piers às 02h08
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Os cisnes

"No lago de águas cristalinas, os cisnes se buscam

Ao luar para a cena dos românticos

Bela cena do encontro dos seres

Com suas penas brancas reluzentes

As estrelas brilham e prenuncia a cena derradeira

Das gotas da cicuta do cálice, coroam o sofrimento do amor

O ser morre, mas a alma é imortal

No tempo que antecede a morte, o cisne pressente

E entoa o hino mais longo e mais belo que pode

O homem que ama, também dá de si o que tem de melhor

Morre em si e reverencia a natureza com alegria,

Pois a felicidade é o sacrifício deste mundo,

Para tê-la em outro melhor, mais verdadeiro" (Piers)

Ontem li sobre os cisnes em Fédon. Passagem belíssima. Há um trecho que me fez pensar bastante: são poucos os homens bons e poucos os homens maus; entre estes há uma variação infinita. Considero-me neste meio. Seria prepotência achar que me encontro entre os bons e mesmo entre os maus puríssimos. O contraste é que torna a descoberta curiosa. Creio não saber amar o suficiente, pois se soubesse, saberia perdoar. As desculpas são fáceis de serem ditas, mas o perdão é o esquecimento. Na verdade, do não ressentimento. Deixar passar. Nada passa a ponto de se perder. Creio que somos olhos do criador. Vemos de diversos ângulos, mas como um prisma maculado, a imagem é distorcida. Tomada por uma determinada óptica, podemos tomar como verdade aquilo que vemos. Não só pelos fatos, mas pelo sentimento que isso desperta. Seja uma inspiração ou uma intuição, devemos ter discernimento para não sermos precipitados em nossos julgamentos. Como as pedras jogadas no lago vibram as águas e distorcem a imagem refletida. Nossa mente também é assim: se jogarmos algo em nossa mente, ela irá repercutir em todos os pensamentos que temos mesmo aqueles que se encontrem no fundo.

De uma matéria quintessenciada, a alma se esvai do corpo. Tão sutil que nem percebemos ela se desprender. Fenômeno fantástico. Os povos antigos já falavam disso. E para qual lugar a alma irá? Para Sócrates, para onde tiver mais afinidade. Fantástico! Trágico, pois aquele que venera Baco será atraído compulsoriamente para junto daqueles que tem os mesmos desejos. É por isso que me pergunto por onde me encaminho. Hoje já perdi gosto por tantas coisas. A simplicidade facilita esse caminhar. Não damos mais importância aos detalhes, mas a essência de cada coisa, de cada pessoa, da cada momento. A vida dá sinais e quanto mais aguçado estiverem nossos sentidos, melhor será ao percebê-los. Até mesmo aquela sensação de deja vu, se se concentrar é possível perceber de onde e quando aquela cena vem e fará sentido. Não é tão fácil e exige tempo para que isso se torne mais natural. É o aperfeiçoamento dos sentidos. Creio que os sentimentos são sensações melhor trabalhadas. E tornam-se quase autônomas quando se despertam e nos conduzem cegamente se não prestarmos atenção. Dizem que o coração possui razões que a própria razão desconhece. E isso é verdade. Dizem também que nunca iremos nos arrepender se seguimos o coração. O problema é distinguir o que é próprio do coração e quanto isso pode estar maculado por outras intenções. Por isso, são raros os homens bons, como os homens maus.

Amanhã já é dia 24 de dezembro. Novembro passou tão devagar e dezembro, como em todos os anos parece passar tão rápido. Algumas pessoas gostam do final do ano, outras nem tanto. Se as pessoas ficam melhores no final do ano, prefiro não entrar no mérito. Eu já fico deprimido, mais introspectivo. É necessário fazer um balanço. No meu, foi positivo. Tem alguns livros que eu abro ao acaso e, tem um que sempre cai sobre o "veneno" que é o pessimismo. Tenho melhorado neste aspecto. E quando me mantenho em atividade, seja qual for me sinto bem. O segredo é não ficar parado. Na verdade é saber o seu ritmo. Saber inspirar e expirar. Viver é uma arte. E também é necessário se respeitar. Forçar quando você não tem vontade, não produz boas coisas. Precisamos nos disciplinar, o que é diferente. Percebo a necessidade de estar com pessoas que me acrescentem algo. Antigamente, quando falavam em ser seletivo eu achava ridículo. Achava ser uma atitude orgulhosa. O problema é que se não fazemos isso, nos desgastamos em situações que podemos evitar. Não devemos ser misantropos, mas sabermos o momento de estar com certas pessoas. Neste momento é necessário estar com a família. Tudo começa em casa, não é? A tolerância, a paciência e o perdão. Como disse, ainda não sei amar o suficiente, mas não é justificativa em não tentar.

 

"Muito tarde é que se vê,

Que não se amou bastante." (Chico Xavier)

Sei que devo tomar muito cuidado com o que desejo, mas hoje eu gostaria de estar com alguém. Amar simplesmente. Ficar abraçado, olhar nos olhos, sorrir e ser feliz. Simples assim. Rs.

O sonhador romântico fica por aqui...

Beijos

 



Escrito por Piers às 21h11
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Estresses da vida cotidiana...

Tem um assunto que me deixa incomodado. E quanto menos eu quero saber, masi me aparece. Nem vou comentar o assunto, porque ele sempre vem a tona. E, se lerem alguns posts mais abaixo, irão saber do que falo. Para destilar um pouco o veneno, ontem conversei com um amigo - acho que já posso considerar assim - e ele disse que um amigo não gostou muito. Nada melhor do que depreciar um pouco. Já fizeram um estardalhaço por causa disso e agora já acabou. Pronto, passou, passou... Rs

Para arejar a cabeça, agora eu cuido do corpo e da mente. Estava tão enferrujado que quando voltei a escrever percebi o quanto eu estava condicionado a outro tipo de escrita e, não sei se perceberam está muito metódico. Pelo menos eu percebo assim. Quando escrevemos, percebemos que o nosso vocabulário é muito restrito e até criamos novas palavras. A língua portuguesa é riquíssima e nós utilizamos tão pouco. Vide um dicionário. Aliás, tenho um aqui do meu lado. Eu uso umas palavras difíceis e algumas, mesmo as mais usadas, às vezes tenho dúvida quanto a escrita e significado. Por isso, que se aventurar a escrever, é recomendável ter um dicionário do lado. Agora me lembrou um pouco quando fiz algumas aulas de francês. Eu tenho muita vontade de aprender outros idiomas, mas eu tenho uma certa dificuldade. Até o inglês que é mais fácil tem coisas que eu não entendo. E falo tudo errado. Quando canto, então, nossa! Sai de perto! Eu já não tenho uma voz muito boa, o que dirá de um embromation? Rs. Lembrei-me de uma professora que veio faalr comigo. Assuntos pessoais. Até chorei. E era uma professora de inglês. Gosto muito dela. Ela morava e acho que ainda mora aqui perto de casa, mas nunca mais a vi. Saudades dela. Espero que ela esteja bem. Quem sabe eu ainda não a encontre antes de mudar de casa? É, depois de quase 24 anos, vou mudar desta casa. Muitas recordações. Muitas coisas boas e outras nem tão boas assim. Ainda assim, é o tempo de uma vida. E vai começar outra. Após algumas digressões, voltamos ao ponto: cuidar da mente. Tudo está em nossas mentes. De forma consciente ou inconsciente. Quando dizemos que nem pensamos antes de falar, isso é errado. Por alguma razão falamos isto ou aquilo. Temos tendência a nos acomodarmos, seja no que for. Passamos a agir de forma autônoma. Até fisiologicamente podemos perceber isso. Por isso, temos que tomar cuidado ao nos experessarmos. Vai que falamos um ato falho e alguém perceba. É constrangedor. Rs. E quando nos detemos em muitos pensamentos, não damos espaço para outros novos. Tudo fica registrado. Percebemos que até quando dormimos guardamos certos detalhes que em vigília não percebemos. Também, imaginemo esforço para ter concentração. Seria impossível. Os pensamentos estão lá, alguns nos agradam, outros não. Se eles aparecem é sempre bom dialogarmos com eles. Eles sempre tem algo a dizer. Sabe quando conversamos com nós mesmos? É isso. Podemos perguntar: "Por que falo isso?" ou "Por que escrevo isso?". E mais além, Sócrates diz que se não passar pelos crivos da utilidade, da bondade e da verdade, isso não serve. Então, melhor guardar pra si. E isso vai passar. Aliás, preciso ler alguma coisa de Sócrates, porque eu sei muito pouco sobre ele. Comecei a ler Fédon, mas não terminei. Diz sobre a alma e morte de Sócrates. Achei bem interessante, mas a preguiça foi maior. Está do lado da minha cama, logo mais eu volto a ler. Sócrates não deixou nada escrito, foi Platão. Mesmo assim, mesmo que não seja fidedigno ao diálogo que tinham, alguma coisa conservou-se. Podemos pensar na Bíblia também, mas não quero levantar discussões. Como eu divago! É a neurose natural de um ser que não tem nada a dizer. Rs. Ou tem muito. Sei lá. Cuido da mente quando renovo meus pensamentos e aqui, ao escrever posso perceber mais objetivamente como eu penso e me porto. Agora com raiva, frustrado, angustiado e feliz. É tão contraditório. E tão simples.

Para cuidar do corpo eu já tive boas conquistas: parei de fumar e diminui drasticamente o consumo de bebidas alcóolicas. Não que eu fosse fumante inveterado ou um alcóolatra, mas tinha momentos que eu exagerava. Não posso dizer que estou livre desses males, pois só o tempo dirá. Só que faz tempo que não fumo e não me recordo de um momento que tenha bebido muito. Só um pouco. Rs. Os hábitos alimentares também estão melhores. Antes eu só comia na frente da TV. Hoje eu como sussegado na cozinha. E até como melhor. Quando faço qualquer outra coisa, eu me distraio e deixo o prato de lado. Graças a isso, eu sou uma pessoa magra. Antigamente era complexado com isso, mas agora, até por fazer academia - não sou muito assíduo, então não posso dizer de muito ganho... Rs - tenho engordado um pouco. Ganhado massa, fica mais bonito de dizer. Quero conservar-me assim, porque dizem que depois dos trinta e de casar a gente engorda consideravelmente. Eu já me sinto no pico do corvo com minha idade. Sinto-me velho. E olha que nem vivi muito ainda. Outro dia até vi que não posso cobrar muito de mim pela idade. É que pelas coisas que eu já vivi, sinto que já vivi muito mais que muitas pessoas. Sofri também bastante, mas é natural. Amadurecer exige sacrifícios. Espero também não chegar a ser um velho caquético. Quero estar bem lúcido. Por isso cuidar do corpo e da mente. Só quem é louco não quer chegar a ter uma velhice tranquila. Na verdade, nem velhice eu queria chegar, mas hoje eu quero viver muito. Quero aprender cada vez mais, quer conhecer muits pessoas, quero ser uma pessoa muito boa. Por isso, viver bem desde então.

Agora meu corpo precisa dormir e minha mente precisa relaxar. Acho que ainda vou fazer uma boquinha. Tô com fome! Rs.

Beijos.  



Escrito por Piers às 23h43
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Quem são nossos mestres?

"Tudo que sei, é que nada sei" (Sócrates)

Lembra-me nos tempos antigos, os gregos que iniciavam seus discípulos. O amor e o conhecimento são intrínsecos. Não tem como aprender algo se você não tiver o mínimo de vontade. E o conhecimento, em menor ou maior escala o ser humano deseja. Se não fosse por algum motivo, seja para si, num ímpeto orgulhoso, vaidoso, como para fazer um bem à sociedade e, porque não a humanidade. O conhecimento por si não transforma. É apenas acumulo de informação. Nada mais que isso. Volátil, eles se misturam aos sentimentos e emoções e estes é que realmente colocam em movimento; podemos chamar da práxis. E assim se adquire a sabedoria. Dentro de si, o conhecimento pode ficar estagnado. E isso pode fazer mal. Aquela fixação do pensamento, impregnado de medo, de terror ou mesmo de nojo, indiferença. Seja como for, o conhecimento tem que ser passado adiante. E assim o é.

Viciado o conhecimento pode fazer um grande mal. Por isso que não é dado ao homem todo o conhecimento. Sempre há algo que o limita. O homem ainda não consegue ir além se uma vontade mais alta não permite. Podemos tomar como exemplo as guerras e as grandes personalidades que, por alguma razão foram instrumento para o homem se modificar. Um desejo que movia esses homens. Ainda assim, não lembro nenhum homem que não tenha sido vencido pela morte. E o mundo continuou. Assim como crianças nascem a todo instante. Se pensar na resiliência, mesmo em condições adversas, podem ser incríveis personalidades. Mesmo assim, sempre haverá alguém que a guia, que a instrui e lhe dá a esperança de poder fazer alguma coisa. É necessário que acreditem em si ou em algo que as motive e impulsione.

Mestres são eternizados nos livros, nas fotos, dos vídeos. Atualmente a mídia tem um papel fundamental de difusão do conhecimento. Antigamente, somente iniciados tinham acesso a estes conhecimentos. Hoje chegam a ser banais e quaisquer pessoas o sabem. O ser humano dá importância ao conhecimento. Digo de forma geral. Se o desprezam é porque algum malefício encontrou. Ou mesmo pela indiferença e ignorância o desprezam. Há momentos que os homens preferem se proteger com a ignorância.

Conheci muitos que poderia chamar de mestres. Sejam professores, amigos e mesmo conhecidos e desconhecidos que, por alguma razão cruzaram meu caminho. Podemos aprender com todos. Admiro aqueles que têm por profissão a transmissão desse conhecimento. Ensinar e educar são atitudes louváveis. E é necessário envolver, tornar atrativo, sedutor. E mesmo engraçado. Precisa ter técnica, precisa ter tato. Desenvolver uma conduta irrepreensível, já que aquele que ensina deve tornar isso parte de sua vida. Percebemos quando alguém fala algo com propriedade. Sabemos aqueles que vivenciam seu conhecimento. Percebemos quando é vazio e superficial. Quando não percebemos, ou somos ludibriados por um falastrão ou tomamos como sendo verdade sem contestar podemos avaliar nosso senso crítico. No fundo, podemos descobrir. De qualquer forma, estimular pessoas não é fácil. Percebemos pelo feedback que nos dão. Ou quando não nos dão, devemos perguntar a nós mesmos. Se fizer o melhor que pode ao outro, missão cumprida. E mesmo que não foi, foi o melhor naquele momento. Sejamos realistas.

Muito ao que sou eu devo a essas pessoas. Já me vi pegar um livro e procurar determinado assunto somente por terem mencionado. Tomei gosto por vários assuntos só por terem comentado. Já me apaixonei pelos meus mestres. Paixão que se tornou amor e amor que é o sentimento mais puro que existe. Ainda tenho muitos que me passam pela cabeça. Para mim eles não têm sexo. Eles são.

Pessoas como essas fazem a gente se sentir no mais alto pedestal. Nós encontramos dentro de nós as respostas, potencialidades que nos brotam, parece que temos tudo. E realmente nós temos. Só precisamos do cuidado de educar. Disciplina. Uma palavra simples que encerra um grande dilema. Precisamos domar nossos instintos, nossos desejos, nossos impulsos para chegar a ser o que realmente queremos. E é um diálogo que pode não ser muito agradável. Um embate interior. E se não houvesse contrastes, não saberíamos discriminar uma coisa de outra. Se aceitarmos somente um lado, damos força ao outro para manter o equilíbrio. Não que tenha um equilíbrio perfeito, mas, como nos diz nosso sábio Einstein, toda força tem, intrinsecamente uma força contrária. É física. Lembra-me outro conceito: a inércia. Um corpo permanecerá em movimento ou parada enquanto não houver uma força que o tire dessa condição. E, contribuindo para discussão, a psicanálise nos diz sobre a compensação entre inconsciente e consciente. Desejos nossos que ficam reprimidos, eles tendem a emergir. Podemos pensar que é uma força que não consegue represar devida sua intensidade. Não vou me alongar neste assunto. Os mestres nos dão o respaldo que precisamos para nos aperfeiçoarmos mais depressa. A nos educarmos. Se não for do nosso desejo, também não conseguiremos nada. Há aqueles que usam de outros métodos. Como disse, precisa ter tato. Melhor: sensibilidade.

Nosso ser desperta à luz! Nós que éramos cegos passamos a enxergar. Robustecem-nos a fé, a esperança, o otimismo. Se não acontece, é porque algo foi falho. Não teve conhecimento demais para agüentar a angústia. O niilismo que muitos defendem não tem fundamento. "Nada se perde, tudo se transforma" já foi dito por um renomado cientista. É ciência! Charles Darwin que nos disse sobre a seleção das espécies. O mais forte sempre prevalece. O homem não é o animal que mais tem força física, mas tem outro tipo de forma: a intelectual. Esta força que o determina como a espécie que se elevou em relação à outras espécies. Há coisas que ainda não nos foi dado conhecimento, mas se ouvirmos de nós mesmos, se auscultarmos, um sexto sentido se aguça e nos revelará coisas que ainda não podemos mensurar, classificar, mas quando desenvolvermos outros sentidos, com certeza teremos as respostas. Por isso as perguntas nos aparecem. É que chegamos a um ponto que a nossa vã filosofia e ciência ainda não podem responder. E isso é maravilhoso. Infinito é nosso conhecimento. E nosso sentimento que se burila e torna-se mais pleno. Quando há muitos contrastes em nós, nivelamos o que temos de melhor, mas em conseqüência elevamos o que temos de pior. Muitos podem dizer: "Já amamos de uma forma tão plena, com uma força que desconhecíamos". Isso constrange. Os vícios e imperfeições ficam envergonhados. Ficamos tristes, por vezes, mas isso me dá a esperança que vamos pelo caminho certo. Amar por amar. E onde fica o conhecimento, a razão? É aí que devemos educar nossos sentimentos. É aí que vemos a sabedoria que a vida nos proporciona. Saber que tudo é movimento e tudo acontece por razões que ainda desconhecemos. Devemos nos desapegar. E devemos nos resignar, porque outras forças vão trazer momentos melhores e mais salutares. Porque atraímos. Revela-se "o segredo". Muitos devem se encontrar nesse momento: desejam que as coisas melhorem. Cuidado com os desejos, porque eles podem ser destruidores. A vida se apresenta como tem que ser. Tem uma música da Elis Regina com a Rita Lee que fala "a morte é o vestibular". Por isso, quando cruzarmos a linha divisória entre entra vida e outra, que possamos estar com a consciência tranqüila. O que recebemos é suficiente para passarmos por essa vida não livre de sofrimento, mas de amenizarmos e termos uma felicidade relativa. Todos nós podemos fazer alguma coisa, não?

"Fonte de pedra, onde jorra a água intermitente

Sedentos de sede, transeuntes bebem de sua água

Água pura e cristalina, não escolhe a quem

Apenas dá e deixa passar" (Piers)

 

Beijos!



Escrito por Piers às 18h22
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Na madrugada

"Na vigília da noite escutamos sons que vem de nós mesmos.

E esse som nos diz por onde devemos caminhar.

Intermitente, a alma não dorme; ela busca respostas.

A sabedoria da noite é poder encontrá-las na quietude do ser.

Todas as respostas estão dentro de nós mesmos." (Piers)  

Não consigo dormir. Na verdade, já dormi o suficiente e meu corpo não aguenta mais ficar deitado. De madrugada é tão bom o silêncio. Se não fosse pela música, eu ouviria meus pensamentos. Sabe aquela felicidade que você não sabe da onde vem? É tão bom. Não sei bem quando, mas eu fiquei com isso na cabeça: alguma coisa vai acontecer no final do ano. Se realmente acontecer, que seja boa, porque ultimamente as coisas não tem dado tão certo assim. É que não tem sido da forma que eu quero. E mesmo se tivesse sido, será que seria tão bom assim? Whatever! Povoam-me os pensamentos cheio de ilusão. É como se em algum momento vai vir alguém e mudar completamente minha vida. Espero que isso realmente aconteça, mas ficar na expectativa, não dá!

Estou brigado com uma pessoa. Birra minha. Minha resposta à tudo é o silêncio. E hoje, ironicamente li algumas coisas sobre a nossa responsabilidade em relação ao nosso futuro. Tudo que vivemos hoje se deve a coisas que fizemos no passado. Sabe aquela frase "não posso mudar meu passado, mas posso mudar meu futuro"? Então é mais ou menos isso. Pensei "será que eu tô fazendo a coisa certa"? Por dentro eu sei que não. Só que não mudo. É orgulho demais. Há uma diferença marcante entre orgulho e amor próprio. O orgulho é a cronicidade do amor próprio, ou seja é um amor doentio, embrutecido. O amor próprio é necessário, até pelo cuidado e preservação de si mesmo. Sinto-me culpado com algumas coisas. E eu fico impertubável. Ou fico e não demonstro, ou se demonstro sou sarcástico. Só não dou o braço a torcer. Tem momento que eu volto a falar como se nada tivesse acontecido. Teve vezes que eu já pedi desculpas. Por mais que fale que não, a lei de talião do "olho por olho, dente por dente" é algo que eu ainda sigo sem contestar. Digo isso pelo seguinte: "aqui se faz, aqui se paga". Se alguém me faz algo, alguma coisa também vai acontecer. A pessoa vai sofrer e vai pagar por isso. Tem vezes que eu penso sobre a misericórdia, o perdão, mas se fez, vai pagar por isso. Por mais atenuantes que tiver. O problema é que vem vem outro coisa: "da mesma forma que julgar, serás julgado". E isso me preocupada porque eu consigo ser bem cruel. Tem momento que eu até penso em me vingar. Já estou noutro momento que isso só fica no plano das idéias, mas que eu tenho uma mente perversa, isso é fato. Aceitar isso é que não é fácil. Creio que não sou o único que pensa assim, mas admitir as pessoas se fazem de boas. Tem até uma comunidade do orkut que diz mais ou menos "onde está os humamos?", porque todo mundo hoje são deuses, semi-deuses. Somos co-criadores, somos pessoas que poderiamos transformar o mundo, mas as pessoas estão tão cheias de si que preferem os lougros, serem veneradas do que trabalhar efetivamente. Quem sou eu pra falar? Faço menos que muitas pessoas. Gostaria de fazer mais, mas eu sou preguiçoso. E não posso reclamar. Por essa vida maravilhosa que eu tenho, ainda que tudo pareça adverso é maravilhoso poder viver! E deveria viver de forma mais suave. Tem até uma mensagem que, não lembro o autor diz que as pessoas que amamos vão nos ferir de vez em quando, mas devemos perdoar. Simples assim. E eu complico.

Como prometido, a música "Canção de Protesto":

 (Apesar dos gritos das fãs enlouquecidas, a versão tá bem legal)

A letra da música pra cantar junto:

Porque será
Que fazem sempre tantas
Canções de amor
E ninguém cansa
E todo o mundo canta
Canções de amor
De minha parte
Às vezes não aguento
Noventa e nove e um pouco mais por cento
Das músicas que existem são de amor
E quanto ao resto
Quero cantar só
Canções de protesto
Contra as canções de amor
Odeio "As Time Goes By"
O manifesto
Canções de amor
Muito ciúme, muita queixa, muito "ai"
Muita saudade, muito coração
É o abusara de um
Santo nome em vão
Ou a santificação de uma banalidade
Eu queria o canto justo na verdade
Da liberdade só do canto
Tenra, limpa, lúcida, e no entanto
Sei que só sei querer viver
De amor e música

Agora pouco li um site que falava sobre a paciência de Job (vide Bíblia). A história se resume na paciência da Job em viver na opulência e na miséria. Sobre isso, tenho algo a dizer. A paciência não se perde, se conquista. E isso leva tempo. É muito fácil alguém que se isola do mundo e diz ter conquistado todas as virtudes. A prova de fogo é conviver com as pessoas. Ir para um monte oriental, adotar uma filosofia de vida nesse sentido pode ajudar, mas se não viver no mundo, não considero uma pessoa virtuosa. Admiro muito aquelas pessoas que são o que são seja com quem for, seja onde for. Como eu tô empolgado com as músicas, vou colocar a letra de mais uma. Recomendo na voz da Zélia Duncan. Eu gosto das letras do Renato Russo, mas eu prefiro a voz feminina. A música é Quase Sem Querer:

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...

Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira

Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...

Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
 

Bom pra refletir...

Bom dia pra todos!

Beijos.

 



Escrito por Piers às 05h27
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Consequências...

Creio que a vida é um ciclo harmônico. Quando fazemos algo que a perturbe, temos o dever de reparar. E não ficamos impunes. Tudo é consequência. Se não o é, é uma causa. Se tem sofrimento, é porque algo aconteceu e hoje o sofrimento é um alerta em relação a falta cometida. Poderia chamar de culpa, mas prefiro chamar de alerta, já que quando a pessoa se encaminha por uma vereda não muito boa, sente-se um mal-estar. Quando estamos receptivo e seguimos nossa intuição, auscultamos o nosso íntimo, conseguimos perceber que tem algo errado e podemos fazer diferente. Algumas coisas nós seguimos. Outras, apesar de sabermos ainda não atendemos prontamente. Hoje resolvi sair de casa. Espairecer. Até choveu. E continua a chover. Hoje eu queria ir no show da Madonna. Se eu não tivesse deixado para última hora, se eu não fosse sozinho e por vários outros "se"s, teria ido e nem me preocupado com nada. Penso que terei outra oportunidade. Sempre acho que terá outra oportunidade. O problema é que eu postergo demais. Vai chegar uma hora que eu vou me arrepender. E já me arrependi de várias coisas que não fiz. Ainda assim, hoje foi um dia muito bom. Melhor que muitos que passei nesse final de ano. Principalmente por ir ao parque - tudo bem que só passei na frente - e ver tanta gente, ir no shopping e poder ver as lojas - ainda que não consigo ficar a vontade de ver as lojas, sempre estou em passo acelerado - e pegar uma chuva, sair para arejar a cabeça faz um bem. Até os pensamentos mudam. E como nada é por acaso, sem querer fiz o mesmo trajeto quando fui encontrar "ele" (vide post abaixo) no shopping. Vai passar. Uma hora passa, porque não é mais amor. Enquanto não resolver isso, não irei para outra. Enquanto não mudar meu jeito de ser, as coisas não vão melhorar. Se eu não mudo, nada muda. Um pouco mais de força de vontade e mais auto-estima também são essenciais.

Também não posso ser ingrato. Consegui neste ano ir no show da Ana Carolina. Tinha ido há muito tempo atrás em São Vicente. Deste ano foi com o repertório do(s) CD(s) Dois Quartos. Não foi num lugar muito bom, mas pelo menos o lado direito da cantora, bem longe consegui vê-la cantar todas as músicas. Fiquei emocionado, chorei e cantei quase todas as músicas - algumas eu não conhecia, como "canção de protesto". Foi muito bom! Outro porém foi ter que ficar sentado o show inteiro e só nas duas últimas músicas poder levantar. Desculpa, mas eu não consigo ficar quieto no lugar e, principalmente quando eu gosto eu me animo demais. Uma fotinho da cantora:

Depois vou colocar o video "canção de protesto". Amei essa música! No DVD não tem =/

Agora vou-me. Até!

Beijos.



Escrito por Piers às 17h01
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A vida costuma ser irônica. Depois de tantas experiências, de alegrias, chega o final do ano, alguma coisa acontece. Fico mais emotico, sensível, introspectivo. Até tinha esquecido este espaço. Pensei, "agora vou escrever alguma coisa". O problema é que faltam-me palavras. E as que não me faltam, não consegue dizer tudo o que se passa. Eu sei bem o que me acontece, mas há coisas que quando se expõem em palavras perde toda a beleza. Torna-se, talvez vulgar.

Ah! Quantas conclusões tirei neste ano. Muitas concepções, muitas "verdades" que mudaram. Percebo que a gente não muda propriamente, mas se aperfeiçoa, melhora algumas arestas. E repetir situações, nunca mais! Insistir em pessoas, em idéias. Persistir em alguns momentos, mas murro em ponta de faca machuca e não leva a nada. Nos caprichos egoistas posso muito bem estar satisfeito, mas nunca feliz. Ainda lembro algo que ouvi hoje em uma entrevista da Elza Soares: O que Deus risca, ninguém rabisca. E ela está certa. O que tiver que ser, será. E eu tenho é que confiar mais.

O ano foi bom. Excelente em muitos aspectos. Amadureci. Também o que esperar de alguém que ainda não viveu muita coisa? De uma forma ou de outra vou aprender. Sofrer? Pode ser. Chegará o dia em que irei tirar tudo isso de letra. E o que me espera daqui pra frente? Não sei. Sei apenas que isso é um preparo para algo muito melhor.

Hoje eu estou chateado. De um momento em que estava com uma pessoa fantástica, que eu amei, senti aquele calor gostoso e ao mesmo tempo aquele frio na barriga, simplesmente se foi. Deve ter sido algo comigo. Ou um momento dele. Cada um sua culpa. Mas quem sentiu mais, creio que fui eu. Por que amei? Ou será que eu apenas o queria do meu lado? Será capricho? Tudo pra mim passa agora por esse crivo. Acho que sou egoista, orgulhoso, quero as coisas do meu jeito. É, a gente não é bom cem por cento. De um momento que eu achava que iria namorar, viver junto, casar, ser feliz, tudo desmoronou. E olha que eu acreditava veementemente que iria vingar. Não foi. Agradeço a Deus pela oportunidade. E eu na minha obsessão, continuei vendo-o pela internet, pelo MSN e pelo orkut. Aos poucos, saiu do MSN e do Orkut. Fiquei desesperado! Deu uma pontada de dor. Pensei que me libertaria... Teve o show da Madonna e ele foi. Já sabia desde o primeiro dia que o conheci. Tantas afinidades, tantas coisas em comum, tantas coisas que eu fiz que nunca imaginei! Eu posso ser alguém diferente. Ainda assim, se não for eu mesmo também não posso manter um relacionamento. E eu fui eu mesmo. E fiz bem. Fui íntegro, segui meus princípios e até meus desejos. Por outro lado fui imaturo. Eu queria ter ido no show só para vê-lo. Mas como? Não daria. Eu ainda estou com o dinheiro para ir no show. Só que sozinho eu não vou. E perdi um pouco a vontade. O que me preocupa, para verem só é o arrependendimento que eu posso ter. Posso ter. Ou não. É algo tão misturado, tão neurótico, tão torturante. O que eu mais fico pensando é como eu deixei acontecer isso e até que ponto deixei. Sempre disse que quem faz o bem nunca é em vão. Agora eu penso duas vezes. Posso ainda citar aquele trecho: "não dê pérolas aos porcos". Como eu pude dar meu coração para alguém que não poderia me fazer feliz? Pela situação, eu sabia que não daria certo, não teria futuro. Mas eu insisti. Não deveria! Para dizer a verdade eu não pensei. Fui eu impulso. Enquanto eu não pensar antes de fazer as coisas posso acabar em ferindo novamente. Por dentro já estou melhor. Mais um tempo de refazimento e parto para outra, porque oportunidade eu terei. Sou novo. Como diria Cássia Eller (eu tô cheio de frases ultimanete rs) "Eu não vou mais chorar, eu fiz o que pude" e continua com Luciana Mello "A vida continua mesmo longe de você por mais falta que você me faça, tudo passa, isso também vai passar". Como a música me faz bem. Algumas me fazem chorar. Mas chorar faz bem, limpa a alma. E eu vou investir em mim. Ainda assim, que Deus o envolva em muita luz, muita paz, mais saúde, muita alegria e que em outro momento quando nos reencontrarmos nos possamos ser ao menos bons amigos. Sim, eu sou otimista e a teoria do "eterno retorno" não caiu. Só que ainda assim, eu tenho meu livre arbítrio para escolher o que é melhor. E o melhor é ser feliz da forma que puder.

Como esse lugarzinho aqui me faz bem. Conversar um pouco, exorcizar meus demônios e até dar risada. Como eu sou bobo! Principalmente quando amo. E é bom amar. Nas esquinas da vida, o carro nos abre a porta para descermos e isso indica é que ainda temos alguns assuntos para tratarmos nesse lugar. Se o carro não volta é porque ainda não terminamos o que devemos cumprir. Quem sabe o carro não volta e me pega para sermos felizes? Quem sabe?

Beijos e boa noite pessoas!

  



Escrito por Piers às 02h16
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