A vida simples de um escritor despretencioso...
É como me sinto. Tantas pessoas pelo mundo, no meu messenger e ainda assim me sinto sozinho. Vejo o quanto eu não sei e quanto eu preciso aprender. Será o conhecimento mesmo libertador? Uma certa culpa de não fazer o que é certo. Por mais que olhos não estejam olhando, são os meus que estão me culpando. Um momento de prazer que posso dizer pleno, nem que seja por alguns segundos. Já tive essa sensação. Há muito tempo. Hoje os tempos são outros, o mundo pede a minha dministração, o meu respeito e meu consentimento. Pede coisas que ainda não sei como dar. São promessas que fiz, são compromissos assumidos e eles ainda aguardam resposta. Ou andamento.
A música ecoando pelo ambiente e fazendo eco no meu íntimo vazio. Que fiz hoje? Por mais que eu faça, nunca é suficiente. Não poderia parar. Uma fraqueza que vai me consumindo, meu corpo vai ficando entorpecido por emoções baratas, por dores e sofrimentos e me deixo abater. Por que? Eu deveria saber. Mas não sei. Cubículos que me cercam, como uma prisão. Pior é o corpo que não me permite ir mais além. Ou será meu pensamento? Nem mesmo confiança em mim posso ter. Não quero mais fazer sofrer ninguém, nem lesar o passar tranquilo de meus contemporâneos. Ainda que no passado tenha me corrompido. E corrompido outros tantos...
E assim se passa a Humanidade. Esperando de nós um pouquinho de compreensão, de nos deixarmos e irmos ao encontro do outro. Um pouco difícil quando o egoísmo e o orgulho estão tão arraigados em nós. A vaidade também nos faz perder o sentido das proporções. Às vezes me sinto um animal sendo conduzido, indo para onde me mandam, fazendo o que outros me pedem. Uma ilusão de que estou fazendo as coisas certas, de ser aceito e retribuido. Mas o dia acaba, a angústia me consome e eu me sinto num negrume sem igual. Dentro e fora de mim buscando explicações. Fazer as coisas que gosto, estar perto das pessoas que amo, respeitando.
Quero voltar às origens, de quando eu era feliz. De não ter desejos e de que meus interesses não passem de um brincar de balanço, de escutar uma música e ficar desenhando. Será que eu aprendi a viver em sociedade? Sou socialmente adequado, isso é fato. Não para todos os momentos, mas a gente pede, a educação é essencial. A conduta que você tem na frente das pessoas é seu cartão de visitas. E não posso falar muita coisa, porque minha forma de encarar as situações, os problemas é que vão mostrando quem eu sou. Por mais que eu não aceite o meu jeito.
Acho que estou batendo na mesma tecla que meses atrás. Damos uma volta imensa pra chegar no mesmo lugar. É preciso combater o cerne disso.
Daqui a pouco eu volto. Vou ver se consigo colocar algo nessas mensagens. Algumas imagens, coisas do gênero.
Escrito por Piers às 18h32
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Altamente tóxico...
Ciúmes. Tem algo mais tóxico, mais contaminante e destruidor do que esse sentimento? Cada um possui um gérmen e depende do âmago pra ele se aflorar ou ficar contido em uma camada sólida de confiança e determinação. Aquilo que temos dentro de nós precisa ser transformado, expulgado e mesmo eliminado, mas nunca repressado ou deixando fluir por outras vias. Tirar de nós, é o mesmo que colocar ao sol da existência, àquilo que não te pertence mais é algo que não se deve ficar guardado. Tudo é preenchido, seja como for, não há vazio; há desconhecimento.
Atendemos nossos interesses, nossas vontades conscientes do fim que cada uma leva. Podemos ser autruísta, ambiciosos, sem interferir a vida de outrem ou mesmo ser anti-ético. A moralidade é algo conquistada pelo tempo. E o tempo, seja qual for não despensa gentileza. Este que é atemporal. Em qaulquer tempo, qualquer época, a educação é prezada, a forma de conduta impecável é algo aparente. Ainda, que para se ter essa postura, somente aqueles que possuem interiormente essa evidência, que possui discrição e discernimento, nunca irá ultrapassar os limites sociais. Digo isso, porquê a fluidez só é marcante quando verdadeira. Ou precisaria de muita sagacidade e arte na enganação.
A verdade não somente algo que traz justiça. Ela é fato, ela realiza um transformação. Tudo é movimento e ela é imparcial na decisão. Ela se faz presente e revela o que cada um é, o que possui e que pensa ou é vista. Cada um possui uma concepção, uma parcela de verdade para um mesmo foco, para àquilo que deseja, que lhe interessa. Quanto mais profundo, mais essencial é a para a pessoa. Não dispomos de meios para acertadamente dizer que isto ou aquilo. Mas podemos deduzir o que pode ser mais essêncial.
Hoje minhas preleções foram estas, meus pensamentos e divagações. Vamos ver se eu consigo seguir um caminho melhor do que este que optei. Quero amar e ser amado, quero ser feliz e não devo medir esforços para fazer o que puder por aqueles que eu amo. Quero conquistar a verdade, quero ser digno de tudo que recebo, pela vida, pelo servir, por tudo! Sou feliz e quero continuar fazendo por merecer.
Um beijo e abraços para todos.
Escrito por Piers às 18h14
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