Ainda estou aprendendo a amar. Encontro pessoas que me desafio a gostar. Algumas nem me esforço. E com razão. Parece que as coisas que gosto não são importantes. Aqueles sentimentos que deveriam valorizar acho que são deixados em segundo plano. Algumas coisas simples fazem do namoro algo extremamente valioso: um toque, um carinho, uma palavra ou um sorriso. Coisas poucas, simples, que vão mais de como você se dá à outra pessoa. Espontaneamente vamos contornando os problemas por gostar da pessoa. Mesmo tentando viver desapaixonadamente é impossível. Só o fato de estar diante dessa pessoa, que estremesse as pernas, dá aquele frio na barriga. Que sensação gostosa! E quando ela se vá, quanta dor, quanto choro, quanta desilusão! Antes eu nem sabia o que era desilusão. Hoje sei. E sinto que venho traído minha pessoa sabendo disso e forçando situações que não deveria. Tocar certas partes, baixarias, sim. Mas vai mais além. Testando até onde vai, até onde deixa. Mentiras, indiferenças e fim. E um vai se dasaguando no outro, uns parecidos, outros nem tanto. A vida é um eterno movimento. Quero desvelar todo esse mistério e viver entendendo e não compreendendo. Viver cegamente, sem impulsos, sabendo o que está por vir. Não dá para ficar perdendo tempo – mas não é um perder tempo, é aprendizado! – deixar a vida se conduzir. Somos a direção, o norte dessa embarcação. Quase um titanic! Todos entram e ele nunca chega ao seu porto. Se jogam antes na água e morrem afogados. Ficar em um quadro, surpreendido, quem poderia imaginar? Ficam a espera de um momento crucial: o de se conhecerem. E quando acabado, vão embora. Um algo sem valor, sem importância nos sentimos. Encontramos eles na rua, nos olham e nos cumprimentam. Não é sofrido? Não. Porque somos capazes de suportar as feridas. Não ligam e desaparecem. Eles vão voltar. O tempo se incumbe disso. Quero estar diante deles e falar o quanto gosto, o carinho que ainda tenho por todos. Todos eles me fizeram quem sou hoje. É orgulho? Não sei. Apenas amo e vou continuar amando. Quero apensar aprender a amar melhor, a amar sem apego, fazendo pra mim o que preciso, cumprindo meu papel nesse momento. Sou homem, sou estudante, sou filho e sou guerreiro! Eu luto, eu caio, eu choro, mas levanto. Levanto cambaleando, com a certeza que o futuro será melhor e mais glorioso. A claridade que vai me vindo, vai descortinando aquele horizonte belo, numa praia, onde meus pés vão sendo lavados e acompanhados por outros pés. Os de quem amo. Trilhar um caminho bonito, com alguém que amo. Meu ano foi cheio de encontros e desencontros. Começou com um nada agradável. Sombras, fantasmas, assombrações! E faço delas motivos para assustar e causar terror. E o temor que produz acaba de vez com pequenas demonstrações do que poderia ter sido. Mais uma vez pensei que tinha todos na mão. E hoje vi que não tenho mais ninguém...
Fico pensando porque as pessoas - incluindo eu - fico com quem não gosto. Por mais que fiquem juntas, não são pessoas que deveriam ocupar esse espaço! Ainda estou confuso com isso tudo.
Escrito por Piers às 16h12
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