Recuperação...
Vamos tentando lutar contra as tentações do nosso cotidiano. Não é uma tarefa fácil e muito menos simples. Vamos buscando um equilíbrio que não é sempre conquistado dentro da gente; isso precisa vir para fora. Contingências deixam-nos cada vez mais vacilantes, achando-nos cada dia mais incapaz de cumprir com nossas tarefas. Me sinto descoberto e ao mesmo tempo transparente. Como posso dizer? Desnudo diante dos acontecimentos. E cada vez mais me sinto menos compreendido e mais ignorante. Cada vez mais vejo que tenho mais que aprender e o pouco nunca é o suficiente. Pelo menos não para as coisas que tenho que fazer.
Leio em alguns lugares uma crítica muito grande em relação aos blogs. A maioria diz que não gosta, principalmente por serem muito individualista e acabarem falando do pessoal e incompreensível para a maioria. Temos nossas dificuldades de nos expressarmos e achamos que o subliminar é sempre inteligível. Algumas vezes escrevemos sem pensar em quem vão ler, ou se pensamos, não achamos que é de um público tão variado. Não que seja direcionado, ou focado, mas não achamos que as pessoas parem e leiam tudo isso. Eu por exemplo escrevo sem escrever nada. Falo de coisas interessante, mas o interessante para mim não pode ser pro outro.
Estive com alguns questionamentos interessantes. Um dos quais me preocupa bastante. Não sei falar nenhum idioma fluente, compreendo razoavelmente o inglês, mas não o suficiente para ir pra outro país. Muitas amigos meus vão e outros pensam em ir. Alguns pro trabalho, outros para morar e outros por puro lazer. Nunca tive esse prazer. No Brasil tem regiões fantásticas que me despertam um interesse imenso. As viagens que algumas pessoas fazem, isso eu falo com dor no coração e uma ponta de ressentimento, para mim são fugas. Quando as pessoas não encontram o que procuram, elas vão embora. Gostei de uma pessoa e ela foi embora. Essa pessoa me marcou profundamente e não sei se isso se cura, se se entende, ou o que seja. Ainda estou processando. Algo mais recente, foi uma pessoa que fiquei e ela foi embora. Houve uma despedida que eu não fui. Fiquei pensando qual é o problema, já que elas são muito parecidas, o jeito, os gostos. É um perfil que me atrae, que é msiterioso e ao mesmo tempo me faz sofrer bastante. Há todo um jogo de sedução e conquista. E quando acho que está tudo tranquilo e pacificamente bem, acontece o tão temível "adeus". Em outro momento, quem sabe, irei reencontrá-los e entender o que se passou.
Já falei em posts anteriores que tenho uma dificuldade em relacionamento, mas esse ano, graças a Deus, houve uma melhora significativa. Encontrei grandes amores e fiz coisas que sempre tive vontade de fazer. Não digo que são coisas grandes, mas simples e pequenas. Você poder estar abraçado, fazer um carinho, poder tocar, beijar e sentir a pessoa te observando. Isso faz bem pro espírito. Atualmente estou em outro momento. Tenho ficado mais em paz comigo. Fiquei muito tempo sozinho e me ajudou a refletir sobre tudo que aconteceu. Me sinto tranquilo não com o afastamento de algumas amizades, que aliás fiz em demasia. Se muitas delas voltassem, não fariam tanta diferença. Já adotei como estilo de vida "Não faça nada que possa te machucar". Tudo aquilo que volta, não pode ser assimilado de forma negativa. Há um movimento e, se for de auto-destruição, o fumar, beber e outros vícios e hábitos infelizes acabam te derrubando. E isso não tem mais a ver com os outros. Somos responsáveis por nossas vidas.
Tenho feito terapia e ela me fez muito bem. Há pessoas que buscam em grandes nomes, conceituações respeitáveis uma resposta pras suas demandas. Não importa com quem, se você está em busca e se esforça por isso, você já deu grandes passos. Primeiro porque, pra quem não sabe o trabalho é individual e não é feito somente pelo psicólogo. E muitas coisas vão sendo desveladas conforme você vai amadurecendo, aprendendo com a vida e deixando preconceitos e adotando novas posturas. Estou mais empenhado na minha graduação e procurando algo profissionalmente. Só não digo que tá mais difícil porque tenho grandes esperanças. No começo tudo é bem nebuloso. Ainda mais que as pessoas nessa idade não tem muita diferença, que só poderá ser mostrada alguma coisa durante uma dinâmica. Podemos coloca-las em um bloco "universitários" e "jovens" sem experiência ou qualificação. Apenas serão moldadas com a empresa, ou perfil de trabalho.
Já está tarde, resolvi escrever um pouco pra ir colocando as idéias no lugar, dar forma as coisas que me tem passado pela cabeça e um alívio de ver isso escrito. Parece que isso deixa de fazer parte de você. Na verdade, você consegue elaborar melhor quando você vê de fora. Outra conquista é tirar minha carta. Estou ansioso. Deixa conseguir um emprego, vai ser uma das primeiras coisas que vou fazer: tirar a carta. Com minha idade, já poderia ter feito muito mais. mas é o que temos por hora.
Boa noite pra todos!
*Ao som de Beyoncé - Diversas..."
Escrito por Piers às 00h35
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