Comentendo enganos... E engodos...
Acho que cometi alguns erros. Acho que querer mudar de uma hora para outra não dá muito certo. Já tentei várias vezes e, por insistência continuo no erro. Enganos... Agora preciso desacreditar e desenganar uma pessoa. E isso envolve tantos sentimentos. O problema é que nos gostamos muito. "Sua loucura me fascina e sua beleza me encanta". Palavras, palavras...
Um alter-ego, uma pessoa que não sou e que preciso falar a verdade. Não estou sendo correto, mas a ilusão é sagrada e a verdade profana. Esse está sendo o meu dilema... Espero tomar a melhor das resoluções. Acho que estou aprendendo o que é me amar, mas preciso tomar cuidado de não ser invasivo com as pessoas. Tenho uma curiosidade imensa e isso atrapalha. Técnicas, estratégias que armam ciladas. E não são precipitadas, mas muitas das quais calculadas ao extremo. E eu digo que amo... Amor é algo tão dúbil, tão incerto, tão incalculado e inevitável... Vai contra toda a razão. Por mais que insista, não forçara nada, já que as coisas se armam por si mesmas.
Escrito por Piers às 20h48
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Idas e vindas...
Estou sem rumo certo, estou sem horizonte, sem meta, sem médoto, a vida deu uma guidada, foi e voltou, mas não quero retroceder. Um certo mal-estar. Acho que é a rapidez que as coisasa contecem e o tempo que demoramos para digeri-las. Alguma dor, um certo incomodo e ao mesmo tempo o cosmo conspira para que as pessoas cheguem perto e me tirem desse marasmo. Nem sei se posso considerar assim. Quando dizem que os dias belos seguidos, repetidos, perdem o seu encanto, seu brilho e é o que está me acontecendo.
Vivendo de sonhos e fantasias, minha vida regada de momentos tão inebriantes e grato que sou, poderia estar sendo mais leve e espontaneo nos julgamentos. Aliás, nem deveria julgar. Não deveria parar e pensar. Algumas coisas são e devem ser assim. Não devem raciocinar em cima do que é sentimentos. O sentimento não tem razão. O que fazemos dele sim. Devemos tomar cuidado para não tomarmos decisões erradas. E vejo que nem sempre há uma decisão certa. Seja como for, quero seguir um caminho que haja tranquilidade, paz de espírito e de consciência.
A efervecência, esse ano foi de grandes vulcões e explosões. É uma certa perturbação e emoções desenfreadas que me fizeram ver outras pessoas, me fizeram seguir outros caminhos. Nem há realmente caminhos, são momentos. É, guardei traumas, ressentimentos e mágoas. Faezr o quê? O ser humano não consegue suportar tudo. Demora pra elaborar. Agora a visa vai seguindo imperturbavel pq eu não consigo sentir o mais tênue. E mais que isso, não quero avaliar o ano, mensurar e constatar o que foi de bom ou de ruim, passou, foi e agora quero algo novo. Algo que substitua o velho.
Como pude tornar minha vida imaculada algo tão perversa e imprevisível. Não tenho mais controle de nada, nem de ninguém. E como poderia? Quem sou eu para decidir algo? Cansei de semi-deuses, agora eu quero o ser humano. Ele que mais me fascina. A loucura, a cor, a imperfeição, a ruina e a dor. O sofrimento constante vai entorpecendo. Sou eu mesmo. É esse auto-descobrimento que a gente chega quando descobre as pessoas. Certas esquivas, certas fugas, a gente vai se afatsando das pessoas, recusando o contato, o toque, a vontade de etr alguém do lado, renúncia essa pelo medo de ser feliz. A gente não sabe o que fazer com a felicidade.
A imensidão, o depois é algo que não estamos preparados. A gente vai pela conquista, pela aventura, ou receio, seja como for e mesmo assim, o caminho é fácil, depois, quando chega o "the end" dos filmes, o beijo final, o sorriso, as ocisas mudam de lado e a gente não sabe o que afzer com a realidade. Sabemos as músicas, a nossa trilha sonora. Tudo contribui com o momento, mas e depois? O acordar de manhã, ver aquela cara toda amassada, o mau hálito, você quer é distância. É engraçado.
Sabe, queria saber amar melhor. Amar mesmo. É que tenho muitas limitações. Acho que eu perdi muito da arte da conquista, da sedução, do namoro. Ou nem tive. Sabe quando você não consegue demonstrar e se força a amar e não consegue retribuir tudo que lhe dão? Estou sempre em dívida com os meus amores. E não posso cobrar, nem exigir, mesmo que outros não me amem tanto quanto, eu teho é que perdoar. Acho que vejo as coisas de uma forma muito comercial...
Ah! Como preciso mudar. Poesia, letras de músicas, prosas, textos soltos, seja o que for, sou motivo de vários e não consigo fazer um que seja somente de uma pessoa. Todos meus textos são impregnados de dúvidas, indagações e divagações. Não consigo me abster em um assunto só, em uma pessoa só. Um "promiscuo" e "traidor" em meus princípios. Onde é que a linha que separa um do outro?
O tempo tão reticente, sempre inovador, queria saber como fazer bom uso dele. E dos lugares que poderia ir, são tantos e pela indecisão o impasse é ficar pensando qual teria sido a melhor escolha, mesmo não tendo ido em nenhum dos dois, dos três, dos quatro. Tantas pessoas me visitam, tantas pessoas me solicitam e eu não consigo conciliar nada. Toda torrente e de pessoas sensíveis não fica nenhuma. A superficialidade que acontece quando a gente não consegue ir mais além. So fica na margem... Se entregar de cabeça, ir desvendando aos poucos... Nem um nem outro. Nem o certo, nem o erro.
Comigo não há um ponto final, um termino, é sempre algo que pode ser mais discutido, mais vivido. Por isso deixo aqui mais uma deixa.
E eu me vou... Nem saí, mas vou sair... Rs
Escrito por Piers às 21h19
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Re-ligações...
O telefone tocando, meu despertar é perturbado. Espero que seja alguém de minhas ilusões, de meus sonhos, de minhas fantasias... O coração palpita e não é nada mais que um pedido de desculpas. Não é com esse, nem com aquele. É aquele com quem eu sonhei, com quem eu imaginei. Cda segundo, cada olhar, cada toque... Que falta! Que desperdício. Quanto tempo jogado fora por nada! Só pela satisfação de ter alguns momentos de tranquilidade. Voou, sumiu... Nem sei mais onde estou com os pés. Entorpecido de dor, de sofrimento, de um suposto amor e de bebida. Ressaca. Relacionamentos. O que é isso? O que vivi foi verdadeiro? Para o quê me serviu? Para ter mais vontade e continuar seguindo, buscando alguém? Deve ser. Ou não. Será que tenho que parar? Parar pra ser feliz e olhar por dentro. Estou apodrecendo... Mas estou sendo alguém diferente que as pessoas gostam e se apaixonam. Por mim ou pela minha inteligência, pela espontaneidade? Estou mudado. Mas será que estou sendo eu mesmo?
Via sacra, foi por vários lugares, várias pessoas. Gotejava e o carro lá fora. Querendo ir embora para alguém que está tão distante. Alguém de cabelo jogado, com seu cachorro engarrafado. Apaixonei... O seu jeito, seu olhar, sua malícia, sua inteligência, seu sorriso estonteante. Guarnecido de qualquer mácula, ele é único! Já me fez viajar por entre as florestas, cachoeiras e eu choro por dentro. nunca poderei estar perto dele. Tê-lo como alguém a mais. Ah! Já passei por tantas coisas e ao mesmo tempo não passei por nada. Será que sou forte? Não aguentei quase nada...
Pessoas insuportáveis. Já pensou como tem tantas e a gente tira de letra? É engraçado. A gente vai mudando com o tempo. Há momentos que eu fico no quarto e escuto minha própria voz. Cantando, falando sozinho, sou bom companheiro. Já estive melhor, mas estou mais experiente vendo o que as pessoas realmente são. O que as pessoas fazem por você não importa,mas o que você faz ocm o que elas fazem de você e o que você faz pra elas? É o que você pode fazer! O tefone toca, a voz do outro lado fala e você fica tão bem...
Convencimentos, persuadir. São regras para termos jogo de cintura. Falo de regra e leis. É algo que não pode estar fora. Já pensou como a sociedade foi formada? Abdicamos de nossos sonhos, de nossas vontades e desejos, da felicidade pra termos paz. E a paz de espírito? Tem horas que contesto tudo isso. A conclusão é que não dá pra voltar. Já estava tudo consolidado antes de eu estar aqui, então quem sou eu? Pode mudar uma coisinha aqui e outra ali, deixar um legado para outros. Whatever!
Agora me encontro fazendo as malas, escutando uma música e pensando na vida. Tantos aqui me chamando e sempre antes de viajar tudo volta, todos voltam. Não quero levar ninguém comigo em pensamentos. É um fardo. Se for, que seja coisas boas. Quero ser feliz e ir contra todos os sofredores. Desculpe, mas não aguento mais ficar me sacrificando. Quero paz! Nem todos querem como dizem. Agradecido por Deus ter me proporcionado um excelente Natal e que todos tenham tido e tenham dias belos.
Agora eu vou. Só uma ressalva: estou escrevendo sem prestar muito atenção, são pensamentos desconexos que não organizo. Por eles mesmo vão tomando forma. Transpiração e muito trabalho pra ficar pensando. Ainda estou muito disperso. Mas alguma coisa de útil dá pra se tirar. Me ajuda bastante. Uma terapia.
Beijos e abraços.
Antes de sexta estarei de volta.
Escrito por Piers às 22h27
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Contos... Não sei bem... Algo que é pra se contar...
Algumas vezes encontramos pessoas que nunca imaginamos fazer parte de nossos pensamentos. Vem quietinha, quase sussurrando coisas em nossos ouvidos e de repente te toma, consome e te prende como se fosse um sequestro. Imagino no quarto as roupas jogadas ao chão, as revistas e livros inacabados, a cama bagunçada, cada coisa em seu lugar e cada uma com uma história. Um porta-retratos, alguns calmantes para poder dormir. Consequência de um amor mal-resolvido. De alguma forma, em algum tempo todos nós estamos ligados. E quem de nós permanecem por tanto tempo? Agora não precisa mais do contato, não precisa mais nem se falar. Apenas escrever...
Nem sei bem como começa, nem sei se terá final, o cachorro engarrafado deve ter um efeito alucinógeno que destua tudo e eu acabo perdendo a noção. E olha que nem sou eu quem tem esse cão. Um dog... Um que morreu, um que ficou, outro na vila, onde quer que seja, ele fale, geme e chora. Guarda emoções e elas vão pelo longe. Nem sei pra onde...
Temo ter encontrado meu destino e não conseguir ir contra a corrente. Deixar fluir, permeando noutros, abrindo horizontes, mas sem a alegria e o agradecimento, todos horizontes são iguais. Um degradê, uma tonalidade belíssima, brilhante e inovadora. Parece que o momento é nosso. Tudo se suspende e estamos só nós dois lá, naquele lugar. Quero estar realmente lá, mas é longe e quase impossível de chegar.
Volto ao quarto, uma bagunça! Baratas, aranhas tecendo sua teia e eu tecendo a minha. Agarrando as oportunidades, mas tomando cuidado com a peçonha. A cama está feita! Um lugar horrível chamado de paraíso. Quantas lembraças e o dia em que era um lugar calma, tranquilo, pacífico, de momentos bons, limpos e claros. Hoje eu não consigo mais ver com a clareza de antes. Vejo com uma clareza de um velho... Sinto asco ao invés de amor. Tantos que passam, beleza não importa mais. Não é isso que quero.
Já se passou tanto tempo e tem coisas que não esquecemos, mas lidamos melhor. Acahamos mais capazes, mais lúcidos e conscientes de nossas decisões. Se bem que quando chegamos ao limiar vemos que queremos voltar por sentirmos medo. E talvez nem sejamos capazes o suficientes para lidar com a dor. Idas e vindas e chegamos ao mesmo lugar. Ou corremos em círculos e ficamos doentes.
A porta do quarto ainda está aberta. Tantos vão e tantos entram, quero saber quem ficará comigo quando tudo ficar escuro novamente. Quantos amigos, quantos afetos e semelhantes, afins, sejam quem forem! Até mesmo aquelesmais próximos se afastam. No momento em que mais precisamos. Sei que nunca ficarei sozinho. Ninguém fica. Estamos sempre muito perto de alguém a quem recorrer e pedir a mão. Mas ainda não sei pedir ajuda. Quero ser auto-suficiente. Melhor, independente. Quero seguir com minhas pernas, trocar o canal da televisão, escolher um filme, ir onde tenho vontade e continuar escolhendo, tendo autonomia sobre tudo que faço. Me lembra a frase do sábio "nascemos livres, mas vivemos em cadeias".
A loucura não existe. Há realidades de todos os tipos, de todos os níveis e as convenções estabelecem esse normal. Não é fácil dizer quem tem razão. A razão faz com que se perca a liberdade. Um domina o outro, faz o bel prazer que lhe cabe. Não importa quem é, fracos sempre serão fracos e terão que fazer o possível para conquistar um espaço. O forte perecerá sozinho. Há varianças. Seja como for, no que eu disse não tem razão. Há extremismo. E um misto de não-razão. Não é nada pleno e se fosse, não teria lugar, espaço para ser. Na ala hospitalar psiquiatra quantos são aqueles que se distinguem pelo comportamento, mas há aqueles ímpares que estão guardados à mente e ao coração de quem so descobrir.
Aindo ecoa em minha mente a música do bar... Fico bem pensando em liberdade boêmia. Falo o que bem quero. Pego o carro e vou pra longas viagens. Já fui e voltei e não vi nenhum espairecimento. Algo novo, verdadeiro, quase impossível. Eu não posso ser quem eu quero ser. É praticamente impossível! Mas há uma ponta de esperança e nela eu me agarro. Queria ver o namorado vindo ao meu encontro e dizer que sentiu saudades. Quer mostrar como eu realmente sou e que sou uma pessoa normal, comum. O amor cega, a beleza, muitas vezes paraliza. Gostar, amar, variantes e intensamente controversos, nunca verão com a seriedade da verdade. Nunca!
Embotado de qualquer preconceito, as pessoas me vêem como um ser genérico feito a partir de outros. Os componentes e elementos separados e unidos nunca tornarão a se constituir iguais. Por isso sou único. Engendrado por alguns mecanismos que me fazem ser mentalista, confuso e muitas vezes genial. Meus pés estão no chão, minha mente voa longe e meu coração está em algum lugar da estante. Isso é o que dizem. O coração, porém, foi longe, guinado por asas da saudade, ou da solidão. Ele vai longe e me contorce de dor. Quase no avesso de mim, consigo ver o passado que poderia ter sido e não foi.
Intermitantemente os sentimentos mudam de direção e eu fico descompassado. Estou lá e aqui ao mesmo tempo e não consigo cumprir nada, nenhuma meta. Quero ser como ele, quero ser eu, quero apenas ser. Satisfação em estar tranquilo com minha consciência. Acho perturbador se me entregasse como estou. Não posso! Não quero mais seguir essa vida miserável e vulgar, essa vida sem sentido, sem método, sem nada. Como poderei continuar se não tenho um ideal, só vontades e não faço nada?
Escrever é meu maior prazer! Diga-me que alguém já sentiu algo. Sempre em função de tudo, sempre com um fard e eu solícito carrego mais e mais. Não é certo! Os ossso do ofício são uns, mas não me compete todo o serviço. Ah! Me lembrei dele, num rosto angelical, com óculos e um sorriso lindo. Magro, atravessamos o corredor quase que flutuando, como em desenhos, sabe? Esse foi um cavalheiro. Fomos juntos. Observei-o, o telefone, o computador, tudo está na sua mais perfeita ordem. Outras conversas nem me ajudam... Apenas quer vê-lo. É ambiente de trabalho e eu não posso fazer nada. Sai sem esperança, nem um bilhete com boas festas e aqui fui eu pra bem longe.
Entendo agora quando fomos viajar e eu tentava compreender o porque uma pessoa vai em busca de outra. Somente esse contato vago, deficiente não pdoeria exprimir tudo o que é o encontro de duas pessoas. Desejo muito alguém, esse alguém já tem nome, lugar e até mesmo situações nas quais poderia encontrar a felicidade. Mas não posso ir, não dá pra ir ao seu encontro. E eu paro e busco em mim reconforto. Eu não paro! Preciso olhar pra mim e ver até onde posso ir. Ninguém fará nada por mim, eu sou este e ninguém compreende o que esse eu pode fazer.
...
Vamos indo... Tenham um excelente natal! Muitas felicidades, juízo e moderação.
Abraços e beijos.
Escrito por Piers às 17h41
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