O medo, o desconhecido, me pergunto como vamos conseguir viver daqui pra frente. Não que não tenhamos vivido, mas muitas vezes vamos sobrevivendo a maneira que dá e damos conta do nosso pouco. Incertezas, mentiras e muita expectativa. Esforçamo-nos para nos mantermos de pé. O tempo foi passando e fiquei vendo como os interesses individuais prevalecem. E isso é algo que me pergunto e pergunto porque eu ajo dessa forma. Se sei que vai machucar, ferir, qual o motivo de continuar assim? Não justifica que a mudança é gradativa. Não posso fazer e pronto!
Aqui, parece que estou preso, sufocado, com um cheiro putrefato de ideologias e domesticado em minhas emoções. Já é dia oito de janeiro e eu, daqui alguns dias estarei fazendo 22 anos! Quero ver quando eu fizer 30, 40 anos... Já pensei muito como estou conduzindo minha vida. Desde muito cedo caiu minha ficha quanto as responsabilidades, aos estudos, ao trabalho, mas eu tenho um sério problema de viver na fantasia, nos sonhos. E isso não é bom. Se eu fosse mais realista, com os pés mais ao chão, quem sabe não seria diferente?
Desde muito cedo eu tive a oportunidade de estar lendo bons livros, tive a oportunidade de estudar e pesquisar sobre muitas coisas. Sou muito agradecido. E desde muito cedo eu tenho escrito várias coisas. Acho que agora dei uma desanuviada, tomei outros ares e nem tenho tenho tido muito tempo pra isso. Na verdade eu sempre tive, mas eu não aproveito o suficiente. Deveria ler mais, buscar mais... A gente faz o que pode.
Ontem assisti um filme muito legal, "Se eu fosse você". Aquele filme com a Glória Pires e o Tony Ramos. Achei uma comédia leve, bem-humorada e realista. Lógico que há seus glichês e outros chavões que sempre tem em filmes brasileiros, o que mais me chama a atenção é a forma que eles viram... Um macrocosmo pra um microcosmo, o universo para a terra, o ser humano para os sexos. É interessante pensar nisso. Outro filme muito bom, eu particularmente fiquei extasiado pelo momento que estou vivendo é "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". É um filme francês e mostra os "simples prazeres" de uma moça no seu cotidiano. Desde enfiar sua mão em um saco de grãos à ajudar outros em sua vida. Ainda mais encontrar aquele que é seu grande amor. Almas gêmeas, simétricas, com encaixe perfeito. Algo de lascívo, trabalhando em um sex shop e caras e bocas que denunciam uma perversidade. "O tarado é o homem comum pego em flagrante". Grande Oscar Wilde.
Enfim... Queria comentar um pouco sobre essas coisas simples que fazem diferença. Acho que minha vida é mesmo essa fantasia.
Depois eu volto para mais histórias...
Escrito por Piers às 15h43
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