Dizer pouco, mas dizendo tudo, sentimentos contrários, incertezas, morosidade, morno, culposo, dolorido, sofrido e infeliz... Aonde foi a esperança? O amor e a paz ainda não sustentam esse ser, ainda não conseguem desdobrar, não conseguem coverter, dobrar e docificar. Nada poderia dizer muito! O silêncio que caucifica. O momento é balsamizado pelas minhas lembranças. Repetências? Caminhantes desventurados, fortes e destituidos dos títulos. Será mesmo possível seguir acreditando em uma mentira? Porque tenho que dar notícias que não são minhas. Qual a poesia, qual a canção que pode dizer o que se passa aqui dentro? Porque me provocam, porque ainda querem ver até onde irei? Quero paz, liberdade! Nada nem ninguém conseguirá tirar-me a consciência tranquila, ainda que eu me encontre aflito e torturado por tudo que venho passado. Quando será o momento que irei fazer aquilo que tenho em mente? Será que não posso ser feliz com esse pouco? Será que não sou digno de ser amado e de amar? Já fiz muitas perguntas, mas quero alguma resposta, ou algo que faça diminiur essa ansiedade. Chego a ter medo do que pode acontecer. Tudo pode acabar amanhã. Irei sobreviver, irei continuar, tenho ideal e confiança nesse sentimento. Tantas e tantas que passamos. Nos jogamos da janela, do barranco e a rua é a serventia da casa. Seguir meu caminho onde a rua pode me levar. Alguém pode me dizer quando isso acaba? Ou como eu faço pra suportar, resistir e viver melhor? Fico pensando naqueles que sabem aproveitar a vida e ainda aprender muito. Há pessoas que tem um roteiro, uma conduta tão irrepreensível que consegue transitar por todos os lados, conhecedora, sábia e misteriosa. Efetiva e eficazmente sabe o que a vida é e o que pode oferecer. Ah! Se eu ao menos pudesse aproveitar a companhia destas. E se eu fosse mais tolerante. E se eu ao menos me permitisse... E deixasse de pensar tanto. Se o sofrimento burila, poderia estar reluzente neste momento... Enganos, engodos, entornos e, se me permitem, devaneios. Não! Não preciso de permissão: permutas, joguetes, descasos e retornos. Nietzsche tinha rezão de como somos convalescentes. E a cura está em nós mesmos.
Escrito por Piers às 00h24
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Há ditames, formas e compensações que tornam a vida muito maior do que ela realmente é. Algumas coisas descobrimos incompreensíveis - pelo menos por algum tempo. Nada poderá ser acobertado ou escuso quando em nosso íntimo temos que a certeza que isso é apenas passageiro e quando soubermos tratar-se, isso se esvanece e cai. Coisas e outras que poderia dizer, mas ainda assim não saria capaz de expressar tudo o que pode ter sido. Você é alguém que é feliz e tem paz dentro de si. Seguindo caminhos, tormentas se formam por estar certo. Conflitos, dores e sofrimentos nada mais são do que raspas insignificantes comparado com o ser que é. Não poderia dizer-te que és mais do que tudo isso. Seguimos conjuntamente, tendendo para um caos. Volte sempre sua mente e sua visão pra algo mais além, confiança de um futuro melhor. Um coração como o seu, sua dignidade, virtudes que admiro e tenho em você um ideal. O caos que disse, na verdade é o porvir que ainda desconhecemos. Não poderia dizer o que será no dia de amanhã, uma vez que o "amanhã a Deus pertence". Como poderia dizer tudo isso? Tenho que ter paciência...
Amar é cruel, é perverso... É frio e distante de tudo que dizem. Nos tornamos tão diferente do que somos. Não conseguimos seguir tranquilos, nem lúcidos. As emoções e sentimentos são tão avassaladores que algumas vezes vejo em um constante tormento. Pode ser paixão? Sei quando amo. E olha que esse amor vai me consumindo, mas é tão bom... Penso como estou conduzindo a vida e vejo que estou tendo disciplina, renúncia e respeito. Ainda que espero algo cada vez mais intenso e fortalecido, maduro e envolvente.
Seja como for, a vida exige cuidados... E preciso tê-los mais e mais!
Escrito por Piers às 19h43
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